<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837</id><updated>2012-02-16T07:36:38.239Z</updated><title type='text'>As nossas histórias, os nossos feitos: Reportagens</title><subtitle type='html'>Venho partilhar convosco as reportagens que faço, desde Janeiro de 2009, sobre Montemorenses que se dedicam a actividades culturais, desportivas, sociais e outras, por amor à camisola, em Montemor e para Montemor. 
[Montemor-o-Novo, Alentejo, Portugal]

    Reportagens publicadas mensalmente no Jornal "O Montemorense".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-1653687749635131200</id><published>2011-12-08T13:49:00.002Z</published><updated>2011-12-08T13:56:28.735Z</updated><title type='text'>Montemorenses Solidários</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tanto fiz, tanto corri, tanto andei de um lado para o outro, trabalhei, estive de férias, li, sorri, gritei, andei e imaginei, que, quando dei por mim, já estava em Dezembro outra vez. Mais um ano? Bolas!? Assim nem dou pelos “vintes”… Ou será que, bem vistas as coisas, os estou a aproveitar ao máximo, a sugar casa sopro de vida? Bom, seja lá o que for que eu ando a fazer, que – com todo o respeito – não é da vossa conta, até porque nisso não estarão de todo interessados, “the point is” (já repararam que agora muitas pessoas, principalmente jovens, têm a mania de, numa conversa em língua portuguesa, utilizarem expressões em inglês? Ele há modas… como aquele “tipo”, de quem tanto se falava…) Prosseguindo, o que pretendo frisar é que é Dezembro. E o que tem Dezembro? Para mim, frio e o fim do ano. Para o mundo inteiro, o Natal.&lt;br /&gt;Não vou mentir. Não fico muito entusiasmada com o Natal. E isto para usar um eufemismo. Todo o alegado “espírito natalício”, as luzes, os doces, as compras, os enfeites, as frases feitas, as árvores de Natal, os pais Natais, os programas tipo “Natal dos Hospitais”, as canções, as “Boas Festas”, o bolo rei (bahh, detesto frutas cristalizadas!), o marketing, as mascotes das cadeias de supermercados a aparecer a toda a hora na rádio e na televisão, … Enfim, uma lista infindável de coisas que se repetem todos os anos, sem nada de original e tendencialmente cada vez mais maçadoras, que eu dispensaria de bom grado. De muito bom grado mesmo. Mas é inevitável. Ele está por todo o lado, é lembrado a toda a hora e nos dias 24 e 25 de Dezembro vou ter mesmo que o enfrentar, com sorrisos e boa disposição. E sentir-me-ei feliz, no dia 26, quando, ainda empanturrada dos dois dias anteriores, sem poder ver doces à frente, me sentar no meu duro e querido sofá, respirar fundo e começar a ler o excelente livro que recebi.&lt;br /&gt;Mas, apesar de acabar por ficar para segundo ou terceiro plano, no meio de tanta euforia, há algo na quadra natalícia que merece destaque. E que verdadeiramente me emociona e entusiasma. A solidariedade. O dar aos outros. O verdadeiro espírito natalício, aquilo que todas as mensagens de Natal têm implícito. A lembrança de que vivemos em sociedade e de que podemos fazer sempre um pouco mais por quem realmente precisa da nossa ajuda, do nosso tempo, da nossa atenção ou simplesmente da nossa palavra amiga ou, até mesmo, do nosso silêncio cúmplice. Por isso, este mês, escolhi saber o que se faz na cidade de Montemor-o-Novo no que respeita à solidariedade social, na ajuda a quem mais precisa, principalmente nesta fase que a economia portuguesa atravessa. Não fiz uma pesquisa exaustiva, confesso. Mas creio que vos deixo aqui bons exemplos.&lt;br /&gt;Nos três primeiros sábados de Dezembro, 4, 11 e 18, o Agrupamento de Escuteiros faz a recolha de géneros alimentícios. Para quem queira contribuir, basta passar pela sede dos escuteiros, na Carreira de São Francisco, entre o Cemitério e a Igreja de São Francisco, e deixar os alimentos, entre as 15 e as 18horas. Claro que, devem ser produtos que não se deteriorem em pouco tempo e também não convém que sejam congelados, por não ser possível garantir a sua conservação. Todos os produtos recolhidos serão depois entregues à Cáritas Paroquial e ao grupo da Sociedade de São Vicente Paulo, ou Vicentinos, como são mais conhecidos.&lt;br /&gt;A Cáritas Paroquial e os Vicentinos desenvolvem as suas actividades na paróquia e em colaboração com os sacerdotes, encarregando-se da assistência aos mais pobres.&lt;br /&gt;A Cáritas Paroquial de Montemor é o grupo local de actuação de proximidade, que está integrado na Cáritas Diocesana de Évora, a qual, por sua vez, faz parte da Cáritas em Portugal ou Rede Cáritas Portuguesa, constituída pelas vinte Cáritas diocesanas. Com a colaboração de profissionais e voluntários, a Cáritas é uma instituição oficial da Conferência Episcopal, para a promoção e dinamização da acção social da Igreja Católica, que visa a assistência e também a promoção, o desenvolvimento e a transformação social. Luta por uma sociedade mais justa, com a participação dos que são atingidos por qualquer forma de exclusão ou emergência, sem olhar a crenças, culturas, etnias ou origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Montemor, um assistente social, que vem da Diocese, faz o atendimento das pessoas que se dirigiram ao sacerdote em busca de ajuda económica, seja porque perderam o emprego, porque estão com muitas dificuldades em pagar as suas dívidas (rendas, contas da água, luz, gás) ou porque não têm possibilidades para comprar roupa ou comida. O sacerdote encaminha-os então para o assistente social da Cáritas, que faz o estudo de cada caso, tomando em consideração os rendimentos familiares, as despesas, e assim compreendendo as reais necessidades de quem pede auxílio. Mais do que prestar apoio imediato, doando alimentos ou outros bens ou mesmo ajudando no pagamento das contas em atraso, procuram-se soluções, para que o momento de maior dificuldade seja isso mesmo, um momento menos bom, mas passageiro. Como ensina a conhecida parábola, não lhe dês o peixe, ensina-os a pescar. É isso que a Cáritas Paroquial procura fazer, ainda que seja essencial a doação de bens materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Vicentinos, por seu turno, agem com o mesmo propósito, mas de uma maneira diferente. A Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP), também conhecida por Conferências de São Vicente de Paulo ou Conferências Vicentinas, é um movimento &lt;a title="Igreja Católica Romana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica_Romana"&gt;católico&lt;/a&gt; de leigos que se dedica, sob o influxo da justiça e da caridade, à realização de iniciativas destinadas a aliviar o sofrimento do próximo, em particular dos social e economicamente mais desfavorecidos, mediante o trabalho coordenado de seus membros. A ajuda ao próximo (mais desfavorecido) pode passar pela oferta de roupa, livros, medicamentos, ajuda na procura de empregos e internamentos, visitas a lares, hospitais, cadeias, ou à fundação das chamadas «obras especiais» (obras de acção especializada e individualizada, lares de 3ª idade, centros de dia, casas de trabalho, salas de estudo, cantinas, lares para jovens, creches, infantários, jardins de infância, colónias de férias, etc.). A acção vicentina procura ser a resposta oportuna para cada situação de sofrimento ou pobreza que se detecta - resposta mais ou menos imediata, ou de simples encaminhamento das situações mais difíceis para as vias possíveis de resolução, inquietando consciências indiferentes, apesar de responsáveis, mas com possibilidade de resposta às situações de pobreza e sofrimento. A organização foi fundada em &lt;a title="Paris" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paris"&gt;Paris&lt;/a&gt; a &lt;a title="23 de Abril" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/23_de_Abril"&gt;23 de Abril&lt;/a&gt; de &lt;a title="1833" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1833"&gt;1833&lt;/a&gt;, por um grupo de sete jovens universitários liderados por &lt;a title="Frédéric Antoine Ozanam" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Antoine_Ozanam"&gt;Frédéric Antoine Ozanam&lt;/a&gt; (1813-1853), estudante de &lt;a title="Direito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito"&gt;Direito&lt;/a&gt; na &lt;a title="Universidade de Sorbonne" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Sorbonne"&gt;Universidade de Sorbonne&lt;/a&gt;, um jovem, na época com apenas 20 anos de idade. A organização adoptou &lt;a title="São Vicente de Paulo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Vicente_de_Paulo"&gt;São Vicente de Paulo&lt;/a&gt; (1581-1660) como patrono, inspirando-se no pensamento e na obra daquele santo, conhecido como o Pai da Caridade pela sua dedicação ao serviço dos pobres e dos infelizes. O lema da organização assenta na frase de São Vicente de Paulo: “A caridade é inventiva até ao infinito”.&lt;br /&gt;Em Montemor, os Vicentinos apoiam cerca de 70 famílias. São eles que, por conhecimento próprio, porque são atentos e preocupados, vão sabendo de casos de pessoas com dificuldades e procuram ajudar. Os Vicentinos, montemorenses, voluntários, de todas as idades, têm as suas reuniões próprias e programam e coordenam as suas acções. Acabam por ser muito próximos das pessoas a quem auxiliam, conhecem as suas dificuldades, fazem visitas, estão lá para ouvir e também para aconselhar, tentando que o auxílio não se torne uma dependência, mas seja sim um incentivo, para que se consigam superar as dificuldades.&lt;br /&gt;É importante notar que cada caso é um caso e que deve ser analisado cuidadosamente, sendo esta a filosofia que tanto a Cáritas como os Vicentinos partilham. De nada vale ajudar cegamente, exactamente porque isso pode significar ajudar quem não precisa e deixar de prestar apoio a quem realmente está em dificuldades.&lt;br /&gt;Há várias formas de ajudar estas organizações, que apoiam os mais necessitados agora e todo o ano, sem excepção. As acções de apoio social que desenvolvem são possíveis graças à boa vontade das pessoas, aos fundos da paróquia e da diocese, ao Banco Alimentar Contra a Fome e às contribuições dos próprios voluntários. São necessários alimentos e roupas e também dinheiro, que, sendo entregue na paróquia, é distribuído equitativamente pela Cáritas e pelos Vicentinos. Para os mais corajosos, com verdadeira disponibilidade, física e moral, que partilhem os mesmos valores que os Vicentinos, podem juntar-se ao grupo e arregaçar as mangas. Embora estejamos no Natal, os brinquedos não são o que mais importa. Afinal, brinquedos há muitos e perduram, para além de que as crianças gostam deles novos e de os escolher, e não velhos e usados, sem mencionar que de nada vale um brinquedo se não houver comida no dia de Natal.&lt;br /&gt;A Santa Casa da Misericórdia, ou Irmandade da Santa Cada da Misericórdia de Montemor-o-Novo, já com 500 anos de história, e à qual terei que dedicar esta página de jornal numa próxima oportunidade, tem também um papel fundamental no apoio social no concelho de Montemor. Para além dos dois lares de idosos, em Montemor e nos Foros de Vale de Figueira, o Centro Dia, o Apoio Domiciliário, o Centro de Jovens ou ATL, a Farmácia e o Posto de Enfermagem, merecem especial destaque, neste momento, o gabinete de atendimento e apoio social “Família e Comunidade” e a Lojinha Social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gabinete de atendimento e apoio social “Família e Comunidade”, a funcionar no Lar de Nossa Senhora da Visitação, conta com três profissionais, uma psicóloga, uma assistente social e um orientador familiar. Foi a Segurança Social que propôs à Santa Casa da Misericórdia que avançasse com este projecto e hoje o Estado comparticipa, em parte, nas despesas, mas é a Santa Casa da Misericórdia que tem que fazer um esforço financeiro, agora mais que nunca, para conseguir manter esta valência. As pessoas que se dirigem ao gabinete à procura de apoio – que já são muitas e teme-se que cada vez sejam mais – encontram-se em situações financeiras complicadas, indo à procura de auxílio imediato, tantas vezes financeiro. Os casos são, por isso, analisados pelos profissionais que, para além de perceberem as reais e mais urgentes necessidades das famílias, procuram orientar, dando conselhos e buscando soluções. Para além das comparticipações financeiras do Estado, dos fundos da própria Santa Casa da Misericórdia e do Banco Alimentar Contra a Fome, também aqui, o apoio social prestado depende da boa vontade de todos. Os alimentos são sempre bem vindos e os donativos financeiros também, bastando dirigir-se à tesouraria da Santa Casa da Misericórdia – e estará a apoiar todas as acções da Santa Casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em estreita ligação com o gabinete “Família e Comunidade”, funciona a Lojinha Social, que existe desde 2004, na Rua Teófilo Braga. Neste espaço as famílias carenciadas têm hipótese de assegurar o bem-estar dos seus membros, obtendo vestuário, mobílias, loiças e outros utensílios domésticos. Dentro do horário de funcionamento da Lojinha, que importa consultar, o atendimento é prestado por uma funcionária que, além disso, cuida, limpa e arruma os donativos. As pessoas mais carenciadas, depois de irem ao gabinete “Família e Comunidade”, onde se confirmam as suas necessidades e se faz a “encomenda” dos produtos que mais precisam, vão até à Lojinha buscá-los. Todos estão convidados a colaborar e o apelo tem sido acolhido, porque particulares e comerciantes têm feito bons donativos. Há que continuar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vale a pena estender-me em explicações, apelos ou dramatismos sobre a situação difícil que se vive em Portugal e que ainda se aguarda. Todos temos direito à nossa opinião, à nossa tristeza ou revolta, ou até mesmo à nossa indiferença, porque, sejamos francos, a crise está a afectar muitos, mas não todos, pelo menos de forma preocupante. Que se fale menos e faça mais. Agora, porque é Natal. E sempre, porque somos humanos e precisamos uns dos outros, para tudo. E se dúvidas há sobre se a ajuda chega a quem precisa, que se vá ver, perguntar, fazer também. Porque até pode ser o nosso vizinho a precisar. Este Natal, recupere o espírito natalício e seja solidário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos um santo Natal. E Bom Ano Novo – que, com as dificuldades, aprendamos a ser menos “Chicos espertos” e mais responsáveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dezembro de 2010&lt;br /&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S. - Publico este texto no blog um ano depois de o ter escrito - hoje é dia 8/12/2011 e parece que o acabei de escrever... Com o Natal vêm sempre as mesmas coisas e a economia continua em maus lençóis, se evoluiu foi para pior. Bom Dezembro a todos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-1653687749635131200?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/1653687749635131200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/12/montemorenses-solidarios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1653687749635131200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1653687749635131200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/12/montemorenses-solidarios.html' title='Montemorenses Solidários'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-8741496631937852113</id><published>2011-11-11T18:15:00.007Z</published><updated>2011-12-02T14:11:33.498Z</updated><title type='text'>Projecto Ruínas</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681530696101955058" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/--U5R2DsTOzU/TtjaEOmihfI/AAAAAAAAAv4/tH-l5mbO4Yg/s320/Aparato_foto2%2Bred.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada como estar atento à agenda cultural e desportiva do concelho de Montemor. E não falo apenas daquela que é publicada pela Câmara Municipal, que Montemor é terra fértil para actividades e eventos, da mais variada espécie, e cruzamo-nos com eles em qualquer esquina. Infelizmente, por entre tanta oferta, é impossível estar em todas. Mesmo assim, vou conseguindo não perder algumas, e assim vou juntando o lazer à cultura e ao conhecimento.&lt;br /&gt;Desta vez, assim que soube da estreia da peça de teatro “Aparato”, a 12.ª criação do Projecto Ruínas, juntei o útil ao agradável e propus logo uma reportagem. Como sempre, fui muito bem recebida, e entre uma agradável conversa depois de um ensaio geral e a presença numa das apresentações daquele espectáculo, fiquei a saber o que é, o que faz e como faz o Projecto Ruínas.&lt;br /&gt;O Projecto Ruínas tem vindo a desenvolver, ao longo dos últimos 10 anos, as suas criações teatrais na cidade de Montemor-o-Novo. Existente desde 2001, podemos falar de um grupo de teatro, não pretendendo com isto definir o que fazem, mas apenas marcar um ponto de partida. Segundo dizem, aprofundam as temáticas centradas no ser humano – falível, moralmente corrupto, emocional, sarcástico e verdadeiro.&lt;br /&gt;Pode dizer-se que tudo começou no ano de 2000, aquando da colaboração com as Oficinas do Convento, no âmbito de uma conferência organizada por esta associação. Nessa altura, foi apresentado um pequeno espectáculo no Convento de S. Francisco, em jeito de brincadeira, que teve boa aceitação. A partir daí, ainda que de modo informal, ao sabor das oportunidades, continuaram a trabalhar em conjunto. De princípio, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5fWuFjriAfw/TtjaeQ4OJaI/AAAAAAAAAwc/zHJJcFvfUKM/s1600/Aparato_foto7.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681531143389586850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-5fWuFjriAfw/TtjaeQ4OJaI/AAAAAAAAAwc/zHJJcFvfUKM/s320/Aparato_foto7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;apresentavam espectáculos ao estilo dos Bufões (se assim posso dizer), forma de teatro de origem francesa que remonta à idade Média. Chamavam-se bufões às pessoas que, andando em bandos de terra em terra, faziam rir os outros, aproveitando os seus defeitos, fazendo sátira também. Normalmente, faziam parte desses grupos pessoas excluídas, por terem problemas físicos, por serem anões ou corcundas.&lt;br /&gt;De início, como dizia, o trabalho do grupo seguia o “estilo” dos Bufões, e tinha a influência da escola de Jacques Lecoq, que usa técnicas associadas ao físico, ao movimento e expressão corporal, e que, através da utilização da máscara, dá primazia à gestualidade corporal sobre a facial ou sobre a expressão verbal. Nesta vertente, o Projecto Ruínas participou num dos Encontros Theatron, em 2002.&lt;br /&gt;Em 2003, o pequeno grupo que tinha levado a bom porto os projectos que havia empreendido, constituído por Francisco Campos, Sara Graça, Andreia Rocha e Miguel Rocha, decidiu formalizar o projecto transdisciplinar teatral que é o “Projecto Ruínas”, como dizem, constituindo a associação sem fins lucrativos com o mesmo nome. Como actividades principais a associação dedica-se às artes teatrais, nas suas mais variadas vertentes, e à criação de espectáculos. O nome “Projecto Ruínas” tem a sua origem no objectivo, traçado inicialmente, de criar espectáculos em ruínas, relacionando, assim, o seu trabalho ao património arquitectónico. Esse objectivo foi concretizado com a apresentação de espectáculos na Igreja do Convento de S. Francisco, no Convento da Saudação, nos antigos celeiros da EPAC e no Rádio-Cine.&lt;br /&gt;O Projecto Ruínas cria os seus próprios espectáculos, criação essa que se estende a todos os aspectos, incluindo o texto. Explicam que “A singularidade da proposta artística baseia-se na construção de espectáculos através do método “devising” e na necessidade de dar uma oportunidade à ficção no teatro. Os textos originais, criados a partir de improvisações, baseiam-se num olhar desassombrado sobre o mundo, construindo ficções que espelhem a contemporaneidade, para depois as desconstruir sobre o olhar do público. A humanidade das personagens e a sua colocação em situações de crise de identidade, expostas ao ridículo, ao vazio e à informalidade, seduzem o espectador para o universo ficcional e para uma estranha identificação. Interessa-nos o silêncio e a sua tensão com a palavra, o indizível e a criação de atmosferas que joguem no patamar das percepções e da participação intuitiva do público. Espectáculos no fio da nav&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OfhhaAbq-YI/TtjaV59-JRI/AAAAAAAAAwQ/AIf-5q6-Wzg/s1600/Aparato_foto4_red.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681530999800734994" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-OfhhaAbq-YI/TtjaV59-JRI/AAAAAAAAAwQ/AIf-5q6-Wzg/s320/Aparato_foto4_red.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;alha, sem tom ou toada, povoados de vida e irrepetíveis.”&lt;br /&gt;O Projecto Ruínas apresenta duas produções por ano. Este ano, as peças de teatro “Molusco” e, agora, “Aparato”. Cada produção exige, normalmente, três meses de trabalho mais intensivo. A forma como trabalham levam-nos a dizer que fazem as coisas ao contrário. A criação das personagens, o improviso, as ideias e, por fim, o texto final que será apresentado. Não é a cronologia das acções que é diferente, mas a própria forma de trabalhar, já que não se parte de um texto já elaborado, mas, ao invés, o objectivo é a criação desse mesmo texto. Há maior liberdade, mas com certeza maior hesitação e exigência. O importante, sublinham, é não ser aborrecido, enfadonho (“não pode dar seca”). A peça tem que ser minimamente forte, tem que surpreender e divertir, porque só assim se prende a atenção do espectador. Por fim, uma pitada de mistério.&lt;br /&gt;O currículo desta associação conta já com inúmeras criações teatrais: Sátira em Ruínas, (Igreja de S. Francisco, 2001), Gueto (Igreja de S. Francisco, 2002), Ilustres Horas (Convento da Saudação, 2003), Império Contra-Ataca (antigos Celeiros da EPAC 2004 e Festival Noites da Nora, em Serpa), Comichão (Rádio-Cine, Montemor-o-Novo; Casa dos Dias da Água, Lisboa, 2005), Hans, O Cavalo Inteligente (Rádio-Cine em Montemor-o-Novo em 2006 e Teatro Taborda, 2007), O Vizinho (Cine-teatro Curvo Semedo, Montemor-o-Novo; Hospital Miguel Bombarda, Lisboa, 2007), Voluntário 22 (Cine-teatro Curvo Semedo, Montemor-o-Novo; Cine-teatro de Serpa; Espaço da Corredoura, Tavira, 2007), Shadow Play (Cine-teatro Curvo Semedo, Montemor-o-Novo; Espaço da Corredoura, Tavira; Antiga Lota de Portimão, 2008; Teatro da Comuna, Lisboa, 2009; Teatro das Beiras, Covilhã; Cine-Teatro de Serpa; Centro de Artes e Espectáculos, Portalegre), Contratempos (Cine-teatro Curvo Semedo, Montemor-o-Novo; Espaço da Corredoura, Tavira; Cine-teatro de Serpa; Teatro da Comuna, Lisboa, 2009), Molusco (Cine-teatro Curvo Semedo, Montemor-o-Novo; Auditório Municipal de Penela; Espaço da Corredoura, Tavira; Teatro das Beiras, Covilhã 2010) e Aparato (Cine-teatro Curvo Semedo, Montemor-o-Novo, nos passados dias 11, 12, 13 e 14 de Novembro e em 20 e 21 de Novembro no Espaço da Corredoura, Tavira).&lt;br /&gt;Vindos de Lisboa, o Projecto Ruínas e os seus protagonistas, radicaram-se em Montemor-o-Novo, atraídos pelas oportunidades culturais aqui criadas e a lufada de ar fresco e liberdade que representa a província. Hoje, colaboram com diversas entid&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rrjT569nZdE/TtjaPzAh3LI/AAAAAAAAAwE/OgSxacWKTjk/s1600/Aparato_foto3.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681530894853201074" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-rrjT569nZdE/TtjaPzAh3LI/AAAAAAAAAwE/OgSxacWKTjk/s320/Aparato_foto3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ades e associações, como o Espaço do Tempo, o Centro Juvenil, a Escola Secundária, a Cercimor. Organizam workshops, na Cercimor dão aulas de expressão dramática, na escola realizam o “Teatro forúm”, no Centro Juvenil realizaram uma oficina de teatro para o 1.º ciclo – apenas para dar alguns exemplos. Fazem “intercâmbios” com outros grupos de teatro nacionais, acolhendo os seus trabalhos e indo também apresentar os seus espectáculos às terras natal desses grupos.&lt;br /&gt;A associação beneficia dos apoios da autarquia e dos agentes culturais locais. Em 2009, o Projecto Ruínas passou a ser subsidiado, enquanto estrutura, pelo Ministério da Cultura, no programa de Apoios Directos 2009-2012.&lt;br /&gt;Não têm &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XUNv5urvgaI/TtjZ6-WAlbI/AAAAAAAAAvs/vY16mL3wenI/s1600/Aparato_foto1_red.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681530537118832050" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-XUNv5urvgaI/TtjZ6-WAlbI/AAAAAAAAAvs/vY16mL3wenI/s320/Aparato_foto1_red.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;uma sede, um espaço próprio para desenvolver o seu trabalho. Também não existe uma equipa permanente, porque não é possível garantir a sua continuidade, do ponto de vista financeiro. A imprevisibilidade e a incerteza que a actividade da associação acarreta, como qualquer actividade artística em Portugal, impedem o Projecto Ruínas de pensar no futuro. Mas se isso é o pior, o reverso da moeda apresenta aspectos positivos, pois são obrigados a viver o presente com maior intensidade, a evitar a rotina. Porque o melhor é fazer o que se gosta, poder criar, ter liberdade para o fazer e, claro, a apresentação dos trabalhos finais ao público. Por isso, não percam as últimas em &lt;a href="http://projectoruinas.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://projectoruinas.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novembro / 2010&lt;br /&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Fotografias de Nuno Patinho, do espectáculo “Aparato”. Texto e Encenação: Francisco Campos. Interpretação: Ana Mota Ferreira, Joana Bárcia, João Didelet, Margarida Bento e Francisco Campos. Espaço Cénico: Sara M. Graça Figurinos: Andreia Rocha. Desenho Luz: Nuno Patinho Cartaz: Miguel Rocha Produção: Susana Nunes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-8741496631937852113?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/8741496631937852113/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/11/projecto-ruinas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/8741496631937852113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/8741496631937852113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/11/projecto-ruinas.html' title='Projecto Ruínas'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--U5R2DsTOzU/TtjaEOmihfI/AAAAAAAAAv4/tH-l5mbO4Yg/s72-c/Aparato_foto2%2Bred.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-1513902754370153493</id><published>2011-09-13T08:25:00.013+01:00</published><updated>2011-09-14T08:55:02.261+01:00</updated><title type='text'>A CIRANDA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Book Antiqua;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;experimentei algo que já não fazia há muito tempo. Levantar-me cedo num sábado. O friozinho matinal do Outono já obriga a um casaco, mas o ar fresco da manhã é revigorante, principalmente se o sol estiver à espreita, como esta manhã. Mas mais que acordar cedo, o dia começou de maneira diferente porque me levantei de propósito para ir ao mercado. Sim, para ir ao mercado municipal. Não fui comprar hortaliça (embora já me tenha arrependido de não o ter feito), mas fui ver artesanato. Mais do que ver, fui apreciar e ouvir quem o faz. É que – e aqui fica a informação para os mais distraídos – a Ciranda tem uma loja no mercado, do lado virado para o quartel dos bombeiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“A Ciranda” – Associação dos Artesãos e Artistas Plásticos da Região de Montemor-o-Novo – é, como o próprio nome indica, uma associação de artesãos e artísticas plásticos, constituída a 5 de Março de 1997, com sede em Montemor-o-Novo, e tem como principais objectivos a promoção, a divulgação e a valorização do artesanato regional, nomeadamente, através da participação em feiras, exposições e colóquios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652115862740222050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-kgl0bVqDfYw/TnBZblP7QGI/AAAAAAAAAvA/pEIsOKsa9So/s320/DSC02380.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt; BACKGROUND: white" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas antes de vos falar sobre a associação, importa responder à questão “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;O que é o artesanato?&lt;/i&gt;”. Pergunta desnecessária para uma resposta sobejamente conhecida? Talvez. Creio que nunca é demais partilhar conhecimentos. E, se calhar, a palavra “artesanato” carrega em si vários pré-conceitos que devem ser desmistificados. Porque artesanato não é sinónimo de antigo, nem necessariamente de tradicional. Artesanato não é, também, antónimo de original ou de inovação. Artesanato não se define como a manufactura de objectos que se usavam noutros tempos e hoje não. O artesanato não é só decorativo, é também utilitário. E os artesãos não são necessariamente idosos. No dicionário, “artesanato” é definido como a manufactura de objectos com matéria-prima existente numa determinada região, produzidos por um ou mais artífices numa pequena oficina ou na própria habitação. Não importa, pois, tanto o produto final, mas antes a forma como é feito, à mão, trabalhando a matéria-prima através de determinadas técnicas, tendo como resultado final um produto que é único e irrepetível, porque não é produzido em série, mecanicamente. No fundo, e sem pretensões de vos dar uma definição única e universal, pode dizer-se que o artesanato é essencialmente o próprio trabalho manual, e, por isso, a própria produção de um artesão (de artesão + ato). Hoje em dia, contudo, não deixa de ser verdade que, com a mecanização da indústria, o artesão é identificado como aquele que produz objectos pertencentes à chamada cultura popular. A verdade, porém, é que a isso não se limita, porque se o artesão é aquele que faz objectos manualmente, sem a ajuda de máquinas, trabalhando directamente as matérias primas, então não só um tarro como uma peça de bijutaria podem ser peças de artesanato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em Montemor, falar d’“A Ciranda” é falar d&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-K2wQka4nLDE/TnBZ0vkwmjI/AAAAAAAAAvI/yxvnKfx72Vk/s1600/DSC02397.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652116295008688690" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-K2wQka4nLDE/TnBZ0vkwmjI/AAAAAAAAAvI/yxvnKfx72Vk/s320/DSC02397.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;o artesanato que se faz por cá, de artesãos montemorenses e também de concelhos limítrofes, como Vendas Novas e Évora. A associação conta actualmente com cerca de trinta associados, todos artesãos, alguns profissionais, outros artesões nas horas vagas, o que não significa obrigatoriamente que sejam amadores, muito pelo contrário. Há associados que trabalham as matérias-primas há tantos anos quantos se lembram, contando, por isso, com muita experiência e sabedoria. E, ainda que a média de idades se situe acima dos quarenta anos, a verdade é que também há associados jovens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para se ser associado da Ciranda é necessário preencher um conjunto de requisitos. Em primeiro lugar, é preciso trazer uma amostra do seu trabalho. Depois, importa ter a sua situação regularizada junto da segurança social e das finanças. E isto por uma razão muito prática: por uma lado, porque o associado há-de querer vender os seus produtos e, por outro lado, porque é frequente haver inspecções nas feiras em que a associação participa, nomeadamente por parte da ASAE. Por último, há que pagar uma jóia de € 25,00 e, a partir daí, uma quota no valor de € 1,00 por mês. Como requisito implícito, é preciso ter vontade de participar nas actividades da Ciranda, de trabalhar em prol da associação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entre os associados, há quem trabalhe nas áreas da cestaria, da trapologia, pintura alentejana, outras técnicas de pintura em madeira, olaria, decoração de cerâmica, artes decorativas, trabalhos em pele, pintura em tecido, renda, entre outros. A casca de cebola, a camisa de milho e a cortiça são apenas algumas das matérias-primas trabalhadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Actualmente, as actividades da Ciranda incidem sobre três áreas principais: a formação, a participação em feiras e a loja, no mercado municipal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A Ciranda promove cursos de formação sobre técnicas que são utilizadas na produção de artesanato. N&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xlNb6SaSkDw/Tm8ov2YTLvI/AAAAAAAAAuY/AlYoa3AVujs/s1600/DSC02328.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651780859889659634" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-xlNb6SaSkDw/Tm8ov2YTLvI/AAAAAAAAAuY/AlYoa3AVujs/s320/DSC02328.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;este ano de 2010, a associação promoveu um curso de costura e outro sobre técnicas de tingimento. Estes cursos estavam abertos a toda a gente mas, como condição de participação, exigia-se a inscrição na associação. E isto porque não se tratam de meros &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;workshops&lt;/i&gt;, mas de cursos de formação profissional, à partida direccionados a quem já tem experiência em trabalhos manuais. A abertura deste tipo de cursos obriga à apresentação de candidatura da Ciranda junto do Instituto do Emprego e Formação Profissional. Para o próximo ano já se pensa na abertura de dois outros cursos, mas os projectos ainda estão em cima da mesa. Numa perspectiva mais informal, a associação também promove &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;workshops&lt;/i&gt;, normalmente no âmbito das feiras em que participa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No seu &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;curriculum,&lt;/i&gt; a Ciranda conta com participações em inúmeras feiras e exposições, das quais podemos destacar a FIA – Feira Internacional de Artesanato (na FIL, em Lisboa), “O Tapete está na rua!”, em Arraiolos, e, claro, a presença assídua na Feira da Luz, em Montemor, que para a Ciranda é o evento anual mais importante. É habitual a participação da Ciranda nas festas populares das vilas e aldeias do Concelho. Também já por diversas vezes organizou pequenas feiras ou mostras de artesanato na cidade de Montemor, sempre com o apoio fundamental da Câmara Municipal. Os objectos que se levam para exposição são necessariamente dos associados que estão disponíveis para colaborar, ajudando na montagem do stand e ficando no stand por algumas horas. O principal objectivo é vender os produtos e, diz quem sabe, que quando o próprio artesão está presente e pode falar sobre as matérias-primas e as técnicas que utiliza, o seu produto vender-se-á mais facilmente. Quando possível, o trabalho ao vivo dos artesãos é um óptimo chamariz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pPfymW2lWLo/Tm8rmm3JZRI/AAAAAAAAAuw/KozjWE-MvlA/s1600/DSC03708.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651783999640134930" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-pPfymW2lWLo/Tm8rmm3JZRI/AAAAAAAAAuw/KozjWE-MvlA/s320/DSC03708.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A loja, no mercado municipal, está aberta de terça-feira a sábado, na parte da manhã, ou pelo menos, tenta-se que assim seja. É que para a loja abrir é necessário que, pelo menos, um associado esteja disponível para lá estar, o que obriga a fazer um plano de turnos, tentado que a loja esteja aberta no horário definido e que todos quantos têm produtos à venda colaborem. A entrega à associação de dez por cento do valor ganho com as vendas dos seus produtos é condição para os associados que queiram participar na loja. Aí é possível encontrar uma variedade grande de produtos: cestos, tarros, malas, bijutaria, molduras, peças decorativas, talegos, caixinhas, porta-moedas, … apenas para dar o exemplo. Eu não resisti a trazer uma fisga. &lt;span style="FONT-FAMILY: Wingdings; mso-ascii-font-family: 'Book Antiqua'; mso-hansi-font-family: 'Book Antiqua'; mso-char-type: symbol"&gt;&lt;span style="mso-char-type: symbol"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Através da Ciranda os artesãos unem esforços e conseguem, com menos gastos e burocracias, levar os seus produtos a um maior número de feiras e exposições, levando também a cultura alentejana e um bocadinho de Montemor. A Ciranda vive da colaboração de todos os associados e o dia a dia da associação está a cargo dos órgãos sociais, um grupo de pessoas dinâmico, voluntarioso e que aposta na divisão de tarefas. A associação tem a sua sede nos antigos celeiros da EPAC, na Rua Curvo Semedo, junto ao Estaleiro Municipal e ao LIDL, numa sala disponibilizada pela Autarquia, cujo apoio financeiro e logístico é fundamental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outubro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-1513902754370153493?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/1513902754370153493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/09/ciranda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1513902754370153493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1513902754370153493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/09/ciranda.html' title='A CIRANDA'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kgl0bVqDfYw/TnBZblP7QGI/AAAAAAAAAvA/pEIsOKsa9So/s72-c/DSC02380.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-576050782395154835</id><published>2011-08-31T11:12:00.003+01:00</published><updated>2011-08-31T20:02:07.391+01:00</updated><title type='text'>Produções Fícticias Ciborrenses</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Podia ser um grupo de teatro. Podia ser apenas um grupo de amigos. Podia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;ser um grupo de conterrâneos que de vez em quando se juntam para trocar umas ideias e beber umas “jolas”. Podia ser uma tertúlia. Podia ser um grupo de jovens com interesses políticos. Podia ser um grupo organizado com o intuito de levar as notícias da terra a quem não está por perto. Podia ser uma coisa muito séria. Podia ser pura brincadeira. Podia ser um clube ou uma espécie de associação. Podia ser um grupo de críticos. Podia ser um grupo de pensadores. Podia ser a voz de quem se preocupa e quer melhor. Podia ser um meio de divulgação de ideias. Podia ser apenas um blog. Podia ser o início da contestação. Podia ser o fim da macacada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Podia ser tudo isto e talvez não seja nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Desta vez pus-me a caminho da minha aldeia preferida. Como já numa outra vez tinha referido, o concelho de Montemor-o-Novo é grande e se há muitas histórias e muitos feitos pela cidade, muitos haverá nas aldeias que a circundam. Por isso fui até ao Ciborro. A minha aldeia preferida, aquela que é especial. E digo-o sem desprimor para as demais, que todas têm as suas gentes e virtudes. Mas todos temos direito à nossa preferência, a gostar mais de uma em particular. E eu gosto do Ciborro. Gosto da terra, das pessoas, das histórias e tradições, da união. É a aldeia da minha família materna (sim, que não se pode falar de ninguém que seja do Ciborro ao pé da minha mãe que ela vai logo dizer que é nosso(a) primo(a)... já desisti de tentar perceber quem não é!). É a aldeia das melhores férias de Verão da minha infância e adolescência! Pena não ir lá mais vezes, como ia dantes. Pena ainda não ter lá ido passar o Carnaval, como tantas vezes a Joaquina me aconselhou. Pena não ter lá ido às festas, que este ano foram mais cedo que o habitual e me trocaram as voltas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Mas fui lá agora. Fui lá para saber quem eram e o que fazem os meninos que dão a cara às Produções Fictícias Ciborrenses, cujo blog, já tão popular como as comédias teatrais, ando a seguir, como não poderia deixar de ser. &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647096588887032738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-txyFB1qFOBY/Tl6EbZDug6I/AAAAAAAAAuQ/CLf6uZvudr8/s320/foto7.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Eles – sim, só eles, não há elas neste grupo, não por discriminação, mas por natureza, - chamam-lhe prontamente “um projecto inacabado”. Eu, que fui para saber o que era e entrei logo directa ao assunto com a pergunta “O que são as Produções Fictícias Ciborrenses?”, depois de os ouvir e partilhar da sua boa disposição, chamei-lhes “grupo de ciborrenses organizado na sua desorganização” e eles concordaram. Sim, pode ser isso. Mas também pode ser muito mais (ou muito menos). No fundo pode ser o que se quiser, sem compromissos assumidos, ao sabor da vontade e ao ritmo do bom humor. Mas não esquecendo: sempre sem compromisso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Tudo começou em 2006 – embora haja discussão interna sobre o ano exacto da fundação do grupo, vamos assumir que foi mesmo há 4 anos atrás que as Produções Fictícias Ciborrenses tiveram início. O nome não surgiu logo, veio depois, muito na onda dos Gato Fedorento, mas sem plágios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Surgiu nesse ano de 2006 a ideia de fazer um teatro de Carnaval. Há cerca de dez anos que não se fazia o tradicional teatro, o qual, durante décadas, foi apresentado pelo grupo de teatro do Ciborro, tão querido para os ciborrenses como o Rancho Folclórico. O então grupo de teatro ensaiava durante todo o ano para apresentar à população uma peça de teatro pela altura do Carnaval, por norma, peças de teatros de autores conceituados. Havia a preocupação de estudar as peças, criar as personagens, o guarda-roupa e os cenários. Em suma, pode dizer-se que a missão era levada muito a sério e agradava à população. Por qualquer motivo que agora não vem ao caso, o grupo desfez-se e a tradição do teatro de Carnaval adormeceu.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647095743911326770" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-l4-GjC4hssg/Tl6DqNR0dDI/AAAAAAAAAuI/jYUs4dv65YU/s320/Foto6.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Adormeceu até ao dia em que, qual beijo do príncipe na bela adormecida, um grupo de famosos cavalheiros naturais do Ciborro, conhecidos pelas alcunhas/nomes artísticos de Pepe, Biléu, Da Bucha, Cajarana, Buchinha, Barruaça, Bita, Sarrafo, Perna, Chibinha, Cebolas, Barrancos Xixito, Paulinho e Manelito (sem que a ordem pela qual foram indicados tenha qualquer intencionalidade) deliberaram, democrática e sobriamente, e após muito sensatamente ponderarem, a bem da população do Ciborro e em nome das tradições da terra, ressuscitar a tradição do teatro de Carnaval, encarregando-se eles próprios de prepararem, ensaiarem e apresentarem uma peça de teatro nesse ano. (Bem, não terá sido exactamente desta forma e por esta ordem que tudo sucedeu, mas entrei no espírito dos “sketchs” e imaginei uma cena com um toque de heroísmo, quase como uma lenda.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Avançando. A ideia foi concretizada e a estreia correu melhor do que o esperado. Sempre numa base de brincadeira, com muita improvisação e aldrabice à mistura, as Produções Fictícias Ciborrenses puseram a população a rir e iniciaram assim o caminho da fama – pelo menos no Ciborro, que afinal, é tudo o que interessa. Mais peças foram apresentadas, tanto no Carnaval como no espectáculo Prata da Casa, uma festa organizada no verão pelo Rancho Folclórico do Ciborro, e o resultado foi sempre o mesmo: a casa do povo do Ciborro cheia! Ai, perdão, agora é Casa de Cultura e Recreio do Ciborro (Bolas, e eles que me fizeram prometer que não escreveria Casa do Povo!).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 237px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647094974139386034" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-4BDtH2zA3KQ/Tl6C9Zp4yLI/AAAAAAAAAuA/onK_UdoOUqw/s320/foto4.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O espírito é de bom humor. O princípio&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;é saber brincar, até porque saber rir de nós próprios é uma virtude e é marca de personalidade. Como os próprios admitem, não se trata de verdadeiro teatro, nem têm a pretensão de ser os sucessores do antigo grupo de teatro que, como dizem, fazia as coisas a sério e bem e não assim. E este “assim” significa que o que fazem muitas vezes (se não todas) não é ensaiado com rigor ou pensado ao pormenor. Nasce das tertúlias que fazem no café, de um disparate que algum diz, do episódio que algum lembra, da ideia que algum atira para o ar, e que depois são desenvolvidas, mal ou bem, com o contributo de uns ou de outros, e, a final, até pode virar um “sketch” com piada. Tiram partido da comédia e fazem sátira, aproveitando para dizer umas quantas verdades a brincar. Afinal, é tudo ficção, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência e, como sabiamente diz o povo, a carapuça só serve a quem a enfia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Entretanto, algures em 2007, salvo o erro, nasceu o Blog das PFC http://pfciborrenses.blogspot.com/ e tem sido através deste meio que, numas alturas mais que noutras, as Produções Fictícias Ciborrenses têm dado a conhecer as suas actividades e, principalmente, as notícias do Ciborro, sempre com uma pitada de brincadeira, claro está. Este ano, provavelmente, com um peso mais importante, já que não houve o teatro do Carnaval. Como se disse, nunca assumiram o compromisso, nem prometem que no próximo ano haja nova actuação. A ver vamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Voltando ao Blog. O Blog tem vídeos de alguns sketchs das produções Fictícias Ciborrenses, tem fotografias antigas, para a memória não morrer, e alguns dados relevantes sobre a aldeia (como trechos do livro &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Ciborro, uma aldeia diferente no Alentejo&lt;/i&gt;, da autoria da conterrânea Dra. Anastácia Salgado) tem sempre as últimas do que se passa no Ciborro e, na minha opinião, que acabou sendo corroborada pelos protagonistas desta reportagem, desempenha dois papéis muito importantes: por um lado, serve de elo de ligação com os ciborrenses emigrantes e, por outro, é um meio de divulgação dos eventos, actividades e preocupações da população do Ciborro. Tanto assim é que o Blog já serviu como meio de contestação do problema dos cortes de água no Ciborro, do mau estado da estrada e, há pouco tempo, foi meio de divulgação e cobertura do projecto “Limpar Portugal” que no Ciborro contou com cerca de 50 pessoas, entre miúdos e graúdos.&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 138px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646967202577969506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-JgUELftt7bM/Tl4OwHfw8WI/AAAAAAAAAtI/tsGNJUzcN3I/s320/foto2.jpg" /&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O grupo está para durar, seja como Produções Fictícias Ciborrenses ou não. E claro: nada de compromissos, que para isso já chega a vida real. Gostam do que fazem e concordam que vale a pena, seja pelo apoio demonstrado pelos ciborrenses e pela alegria que trazem, seja porque sentem que desta forma têm uma palavra a dizer sobre o estado da nação e sempre sobre o Ciborro, seja porque, acima de tudo, são amigos e se divertem. E, afinal, para que cá estamos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O pior são as divergências e a falta de financiamento para as jantaradas. Deviam ser mais, porque é nessas alturas que toda a inspiração aparece. Também já houve alguns mal entendidos com pessoas que se sentiram gozadas em alguns sketchs, mas, dizem, são ossos do ofício e é pena que nem toda a gente tenha sentido de humor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O melhor é o convívio e as gargalhadas, os momentos inesquecíveis. Quem diria que a filmagem de um sketch que envolvia duas personagens guardas republicanos ia virar um filme de apanhados por as pessoas acreditarem que se tratava mesmo de uma operação stop? Quem diria que num sketch em que se fazia referência ao famoso pianista António Rosado (natural do Ciborro!), o próprio estava mesmo presente e quase que subiu ao palco pensando que o chamavam!!??&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Afinal, quem diria que este “projecto inacabado” ia dar frutos e entrar no livro de memórias do Ciborro? Quem diria...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Julho / 2010&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-576050782395154835?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/576050782395154835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/08/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/576050782395154835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/576050782395154835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/08/blog-post.html' title='Produções Fícticias Ciborrenses'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-txyFB1qFOBY/Tl6EbZDug6I/AAAAAAAAAuQ/CLf6uZvudr8/s72-c/foto7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-7583305446961855045</id><published>2011-08-11T19:11:00.015+01:00</published><updated>2011-08-11T19:22:27.244+01:00</updated><title type='text'>Escola de Ballet</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era sexta-feira e eu tentei a minha sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei sem ser notada, naquela confusão barulhenta de quem se apressa e em que todos correm para estar prontos. É mesmo ali, aproveitando os sofás castanhos e polidos do tempo, virados de frente para a porta que dá acesso à parte superior do anfiteatro, ladeada por outras tantas portas humildes de camarins, castanhas numa parede creme como sempre a conheci, que, entre maiôs e sapatilhas, collants e fitas para o cabelo, as meninas se aprontam para a aula, ajudadas pela mãe, pelo pai ou pela avó e outras ainda trazidas pela educadora. Meninas, só meninas. Pelo menos a partir das cinco da tarde. O corajoso rapaz pertence à classe das 16 horas, chega-me pela cintura, é simpático e bem comportado e fica na fila da frente, muitas vezes fazendo par com a professora, dando exemplo às coleguinhas. Porque se dantes ainda se podia utilizar o plural de rapaz, hoje há mesmo só um, contrariamente ao que seria de imaginar. Pena pensar-se que o ballet é só para meninas, tal como ainda se pensa que outros desportos são só para rapazes. Mas não usemos mais a palavra professora, que – como todos sabem – a Amélia não gosta de ser chamada assim, o primeiro nome serve melhor e não há como confundir. Usei apenas para compor a cena. &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639665092698838034" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-2tu99aklYn4/TkQdhYZ8FBI/AAAAAAAAAsw/Vi33hQgfmyc/s320/DSC02824.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há passinhos de corrida e há risos de brincadeira, mas todas sabem que não são tolerados atrasos. Se antes as alunas eram mais caladas, menos mexidas, e, diga-se a verdade, muito mais disciplinas, agora é preciso pedir silêncio mais vezes, esperar que não falem todas ao mesmo tempo e que tenham paciência, que é preciso aprender primeiro a ouvir e a observar, antes de começar logo a falar ao desbarato, colocando uma dúvida que acabou de ser esclarecida. São gerações. E esta é diferente, é mais mexida, mais barulhenta, e traz telemóvel e phones nos ouvidos, mesmo que a idade não ultrapasse o número mais elevado do teclado. Nada de telemóveis, também sabem. Antes de entrar é preciso deixar as últimas novidades e problemas do dia a dia exactamente onde se deixou a mochila com a roupa que traziam vestida: nos sofás castanhos virados de frente para a porta que dá acesso à parte superior do anfiteatro. Porque fazer ballet clássico não é só mexer o corpo. Exige concentração, a cabeça tem que estar presente por completo, o coração tem que, pelo menos, bater por gosto e o corpo, esse, tem que se esforçar, às vezes mesmo até doer, porque nada nesta vida se faz sem esforço, muito menos aquela posição, com a perna, os braços, o tronco, o pé… tudo na perfeição por breves segundos, como se de uma pena soprada pelo vento se tratasse. Tudo exige esforço, tempo, dedicação. E se em pequeninas é ainda uma actividade extracurricular, uma actividade física, com o avanço da idade passa a ser um escape para a rotina, como que um mundo à parte, que implica a encarnação de personagens, a construção de uma coreografia, e, sobretudo, paixão… que é o que move quem, à parte de tudo e sem pretensões profissionais, continua a vir às terças e às sextas ensaiar no salão nobre do Cine-Teatro Curvo Semedo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639664096987315874" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-mM_jSoSQoVk/TkQcnbFz_qI/AAAAAAAAAso/JFrYkNSD7iQ/s320/DSC02942.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A Escola de Ballet da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo nasceu em 1979, depois da D. Noémia Vaz Velho ter conhecimento de que em Évora havia uma Escola de Ballet, resolvendo propor um projecto semelhante em Montemor, cujo objectivo principal era facultar à população a oportunidade de tomar contacto com uma arte considerada elitista. A vereadora da cultura, Eng.ª Conceição Macau, e o Presidente da Câmara, Sr. Pinto Ângelo, aderiram à ideia e a escola de ballet mantém-se em funcionamento até hoje, 31 anos depois, sob a orientação de Amélia Mendoza, antiga bailarina profissional e espanhola de nascimento, tal como denuncia o sotaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo da escola mantém-se e continua aberta a toda a população. Claro que, com o passar do tempo, o objectivo tem sido cumprido e sem dúvida que hoje o ballet não é uma arte desconhecida e apenas praticada por profissionais. Está perto de todos e todos sabem disso. Ao mesmo tempo, é indiscutível que a escola de ballet tem marcado a cultura montemorense e tem principalmente contribuído para a formação dos jovens nessa área. &lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639663998253450914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-3WvDcQ6hUSk/TkQchrR0xqI/AAAAAAAAAsg/22QXS9YwEJA/s320/DSC02914.JPG" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tal como no início, as aulas de ballet clássico acontecem no salão nobre do Cine-Teatro Curvo Semedo, por norma todas as terças e sextas-feiras, entre as 16 horas e as 21 horas, com classes diferentes de hora a hora, desde as mais pequeninas (e pequenino) com 4 e 5 anos, e por aí adiante, até às mais velhas, um grupo mais restrito, das que realmente cresceram na escola e continuam a dançar por paixão. Depois, em certas alturas, como esta agora antes do espectáculo de final de ano, que acontece já no próximo dia 3 de Julho, há ensaios também ao fim-de-semana. Todo o tempo é precioso, porque para além de todos os passos, é preciso também saber todos os tempos, conhecer a música, a história que vão contar, o significado dos gestos, e estar em sintonia com o resto da classe. Afinal, aos bailarinos é exigida grande capacidade de concentração, porque cada passo corresponde a um segundo, pelo que num minuto é preciso fixar 60 passos. Daí haver estudos que comprovam que os jovens que fazem ballet têm mais propensão a ser bons em matemática e noutras disciplinas que exigem concentração. Não é fácil, e elas sabem. E as mais velhas têm mesmo que ler sobre as obras e personagens que vão interpretar. Como este ano, que através do bailado vão prestar tributo às mulheres que abriram caminho a todas as mulheres de hoje, para fazer o que mais amam e terem voz activa na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disciplina sente-se, quer física quer intelectual. A moleza e a preguiça não têm aqui lugar e quem não se consegue adaptar, acaba por sair. O mais difícil é o início do ano. Para a Amélia e para as alunas. As alunas são muito irrequietas no início e é preciso muita paciência para conseguir ensinar alguma coisa, depois as coisas vão-se compondo, elas começam a ser mais disciplinadas e há menos confusão. Para elas é difícil habituarem-se aos gritos da Amélia, e de princípio sentem medo. Mas como a mestre é a primeira a repreender um erro tal como é a primeira a elogiar quando os passos são bem feitos, as bailarinas acabam por passar a ter respeito e sentem que o esforço é, de alguma forma, premiado: diz a Amélia e retrata o espelho.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639663765736658338" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-vW8ccNNDXzs/TkQcUJFgFaI/AAAAAAAAAsQ/DWdFonvGacU/s320/DSC02804.JPG" /&gt;Agora é a excitação total, a confusão total. Os passos, quem fica aonde, quem faz par com quem, as sapatilhas, os tutus, os adereços que caracterizam as personagens, enfim... Estão todas entusiasmadas com o espectáculo que se avizinha que, para todas, é o grande momento do ano. Foi para isso que ensaiaram: para dançar bem, ficar bonito, ouvirem os aplausos. Nesses dias, em que tudo parece faltar e estar fora do lugar e em que todas as peripécias acontecem (como não poderia deixar de ser), no fim do espectáculo, os nervos dão lugar à alegria e ao sentimento de realização. É muito bom, todas concordam. E à pergunta de como se faz para gerir tudo e resultar sempre bem, vem a resposta sincera: “Não sei, é um mistério...”, mas, direi eu, o mérito está todo lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junho / 2010&lt;br /&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-7583305446961855045?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/7583305446961855045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/08/escola-de-ballet.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/7583305446961855045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/7583305446961855045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/08/escola-de-ballet.html' title='Escola de Ballet'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2tu99aklYn4/TkQdhYZ8FBI/AAAAAAAAAsw/Vi33hQgfmyc/s72-c/DSC02824.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-3580018376206944997</id><published>2011-04-12T08:34:00.010+01:00</published><updated>2011-04-12T09:11:25.804+01:00</updated><title type='text'>Almansor Futebol Clube</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;O Almansor Futebol Clube nasceu a 23 de Março de 2004, data da sua constituição como associação, com o objectivo de fomentar a prática da actividade física na região. Porém, não é bem assim que a história começa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ptzWLwr2xEk/TaQBwUqMQYI/AAAAAAAAAgU/KjHox5IIZ2E/s1600/Almansor1.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 294px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594598566792020354" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ptzWLwr2xEk/TaQBwUqMQYI/AAAAAAAAAgU/KjHox5IIZ2E/s320/Almansor1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Era uma vez uma grupo de amigos – já veteranos na prática desportiva – que se juntavam para jogar futebol de 11. Não falo de uma “peladinha” no jardim do bairro ou de um encontro semanal para desenferrujar os músculos. Não. Falo de “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;amadores-profissionais&lt;/i&gt;” que não queriam apenas dar uns chutos na bola mas entrar em competição. Por isso criaram uma equipa de futebol de 11, integrada no Centro de Judo de Montemor-o-Novo e, durante duas épocas, participaram no Campeonato Distrital do &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Inatel&lt;/span&gt;. Depois resolveram abrir as asas e voar por sua conta e risco. Foi então que decidiram criar um Clube Desportivo – o &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor Futebol Clube&lt;/span&gt; –, que, embora principalmente vocacionado para a prática do futebol, podia albergar outras modalidades – daí a consagração de tal objectivo estatutário. De início, e com essa mesma equipa, faziam jogos particulares e participavam em torneios, sem descorar a imagem da equipa: o símbolo do novo clube, o equipamento, os galhardetes, as fotografias, nada foi deixado ao acaso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Mas não fiquem espantados os leitores com o início desta história. É que todas as histórias são feitas de outras tantas estórias e episódios e, como diz o cantor, na vida, se existe linha, ela é curva. Por isso é verdade, sim senhor, que o &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor Futebol Clube&lt;/span&gt; é hoje conhecido pelo &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;futsal&lt;/i&gt; - modalidade de futebol que se pratica em recinto fechado sobre um piso de cimento ou madeira, também conhecido por futebol de sal&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d8cDOtH1BuM/TaQB41eX1pI/AAAAAAAAAgc/Vr5HyazRdcY/s1600/Almansor%2B2"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594598713039771282" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-d8cDOtH1BuM/TaQB41eX1pI/AAAAAAAAAgc/Vr5HyazRdcY/s320/Almansor%2B2" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;ão, em que jogam 2 equipas, cada uma com 5 jogadores (1 guarda-redes e 4 jogadores de campo), com 2 partes de 20 minutos cada, desde que a bola esteja a rolar dentro de campo (caso contrário, pára-se o cronómetro) – todavia não foi por causa do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;futsal&lt;/i&gt; que nasceu, ainda que, hoje, os seus fundadores confessem que na altura já se pensava nesta modalidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;O &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;futsal&lt;/i&gt; apareceu no &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor Futebol Clube &lt;/span&gt;há 4 épocas atrás, quando se constituiu uma equipa sénior masculina para entrar nas competições distritais desta modalidade. Desde então a importância do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;futsal&lt;/i&gt; foi crescendo e actualmente é impossível falar de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;futsal&lt;/i&gt; em Montemor sem se falar do &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor&lt;/span&gt; – uma coisa leva à outra. E porquê? Bem, em primeiro lugar porque actualmente – depois do fim do Grupo Desportivo de Montemor (GDM) – este é o único clube que se dedica à prática da modalidade na cidade de Montemor-o-Novo. Em segundo lugar, porque a quase totalidade das actividades do clube se prendem com o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;futsal &lt;/i&gt;– digo quase, porque muito recentemente se deu início aos treinos de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;kick boxing, &lt;/i&gt;que conta já com 12 atletas! (Esperamos, pois, que também esta modalidade se desenvolva e tenha o sucesso pretendido!). E, em terceiro lugar, porque, apesar de muito novo, este clube tem vindo a fazer história no âmbito do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;futsal&lt;/i&gt; distrital (e tenta deixar o seu registo a nível nacional). E aqui não falamos apenas dos troféus já arrecadados em vários torneios, mas principalmente da prestação das suas equipas e atletas. Destaque-se a vitória dos Juniores esta época, que se consagraram Campeões Distritais e estão actualmente a disputar a Taça Nacional de Juniores, que os levará, já neste sábado –&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;22 de Maio – até S. Vicente do Paul, concelho de Santarém, para defrontarem o S. Vicentense, a contar para a 7.ª jornada da Taça Nacional. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Na qualidade de clube desportivo vocacionado para o futebol, o &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor&lt;/span&gt; faz parte da Associação de Futebol de Évora e da Federação Portuguesa de Futebol. Só nesta época (2009/2010), que terá o seu término já no próximo dia 6 de Junho, o &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor&lt;/span&gt; conta com cerca de 80 atletas para a prática do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;futsal&lt;/i&gt;, dos quais 60 são federados, divididos por quatro equipas: seniores masculinos, seniores femininos, juniores masculinos e juvenis masculinos. Este número de atletas deve-se, por um lado, ao desaparecimento do GDM, o que levou a que alguns antigos jogadores desse clube se juntassem agora ao &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor&lt;/span&gt;, aliás, a equipa feminina formou-se no GDM. Por outro lado, não é irrelevante a recente expansão e divulgação da modalidade em Portugal, que tem vindo a somar mais adeptos e a despertar o interesse de mais jogadores, o que propicia, também, melhores competições. Não obstante, o clube está sempre aberto à vinda de novos jogadores que queiram integrar o plantel, até porque se está a pensar constituir mais duas equipas para a próxima época: iniciados e infantis. Assim, o clube não tem descurado na procura de mais atletas, o que se comprova pelos treinos de captação que têm sido organizados e que visam descobrir novos talentos para o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;futsal&lt;/i&gt;. E aqui importa destacar um objectivo muito claro do clube: ter atletas montemorenses. E é isso mesmo que se verifica, já que 98% dos atletas do &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor&lt;/span&gt; são de Montemor. Importante é mostrar vontade de aprender e de jogar. A técnica vem depois e aprende-se. O talento, esse, talvez de descubra.&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594599086143715410" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-i0BeT_1L3Cs/TaQCOjZSOFI/AAAAAAAAAgs/a3ouwVMLCSM/s320/Almansor%2B4" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Coordenar toda esta malta e pôr o clube a mexer exige um trabalho quase diário, que na verdade é um trabalho para além do trabalho, que se faz e exige tempo, concentração, atenção e dedicação depois da hora normal do trabalho profissional ou escolar – conforme as idades. Relativamente à prática desportiva propriamente dita, as equipas são orientadas pelos treinadores Pedro Pereira (seniores masculinos e femininos) – que esta época se despede do comando da equipa feminina –, &lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on"&gt;Rui Simões&lt;/st1:personname&gt; (juniores) e Mário Alcaparra (juvenis). Os treinos decorrem todas as semanas no pavilhão gimnodesportivo da Escola C+S, ao final do dia, e os jogos são aos fins-de-semana, normalmente aos sábados para os rapazes e aos domingos para as raparigas. O trabalho de bastidores cabe, invariavelmente, ao membros da direcção que empenhadamente se entregam à árdua tarefa de tratar dos assuntos relacionados com as inscrições dos jogadores e técnicos, com os atestados médicos, seguros, recolha de patrocínios, transportes, calendário dos jogos e outro cem número de pormenores – tantas vezes invisíveis – mas essenciais à vida do clube. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Claro que, como é sabido, o &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor&lt;/span&gt; – tal como os demais clubes desportivos montemorenses – subsiste graças à preciosa ajuda da Câmara Municipal e Juntas de Freguesias e aos patrocínios gentilmente atribuídos por cerca de vinte firmas montemorenses e, também, pela empresa Delta. É que – e importa destacar este aspecto – aos atletas, além do esforço e da dedicação, nada mais é pedido. O clube oferece os equipamentos (à excepção dos ténis, que são dos próprios jogadores), as inscrições, os seguros e suporta todas as demais despesas (por exemplo: aquisição de bolas, despesas com árbitros e serviços da GNR em alguns jogos). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 314px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594598899439698354" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-r7ElX8OnKzE/TaQCDr3lAbI/AAAAAAAAAgk/1rlbFIO95Cc/s320/%25C3%2581lmansor%252B...png" /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para além da participação nas competições oficiais e torneios para que é convidado, o &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor&lt;/span&gt; organiza todos os anos o evento “24 horas de Futsal”, o qual vai já para a sua 7.ª edição. Este ano a data já está marcada: 2 e 3 de Julho, e espera-se que a afluência seja grande, pois basta ter vontade de jogar e fazer uma equipa para participar! Diferente, mas também organizado pelo &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor&lt;/span&gt;, é o Torneio Quadrangular, que, realizando-se em Setembro, tem o objectivo de marcar a pré-época. Convidam-se, então, outras equipas que jogam em campeonatos diferentes, normalmente da 3.ª e 2.ª divisão, e testa-se a preparação física e a capacidade técnica dos jogadores do &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor&lt;/span&gt;. Mesmo antes do início da época, que em regra começa no final de Outubro, faz-se a apresentação das equipas. Este ano, para o inicio da época 2010/2011, talvez haja uma surpresa relacionada com a equipa que o &lt;span style="FONT-VARIANT: small-caps"&gt;Almansor&lt;/span&gt; pensa convidar para o jogo de apresentação, mas mais não diremos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Book Antiqua;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000000;"&gt;Quando se pergunta pelo pior, dizem, sem rodeios, que o pior é o dinheiro ser um bem escasso. Por causa disso, tudo se complica e os dirigentes fazem mil acrobacias. O melhor é, sem dúvida, fazer aquilo que se gosta: desporto. E para isto não são necessárias mais explicações, apenas dizer que serve aqui perfeitamente a velha máxima: “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;quem corre por gosto não cansa&lt;/i&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em nome do clube, um agradecimento especial aos jogadores, aos treinadores e aos adeptos: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;o que seria o futsal sem vocês?? Aquele Obrigado!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para todas as notícias e descrição dos jogos: &lt;u&gt;&lt;a href="http://almansor-futebol-clube.blogspot.com/"&gt;http://almansor-futebol-clube.blogspot.com/&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Maio de 2010 / &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-3580018376206944997?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/3580018376206944997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/04/almansor-futebol-clube.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/3580018376206944997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/3580018376206944997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/04/almansor-futebol-clube.html' title='Almansor Futebol Clube'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ptzWLwr2xEk/TaQBwUqMQYI/AAAAAAAAAgU/KjHox5IIZ2E/s72-c/Almansor1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-1423086888579533211</id><published>2011-03-22T19:14:00.012Z</published><updated>2011-03-22T19:40:42.638Z</updated><title type='text'>MARCA – Associação de Desenvolvimento Local</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há coisas que deixam marca. Todos temos as nossas, seja no corpo, na alma ou na memória. Eu trago algumas de Montemor, dizendo pretensiosamente que são do “meu Alentejo”, que para os lados de Lisboa soa muito chique, mas para mim é muito natural, é a minha casa. Trago comido as expressões, o gosto pela boa comida, pelo pão, pelo verde da Primavera e pelo alaranjado do pôr-do-sol, e, normalmente às segundas-feiras, trago também as marcas de algum sotaque, que por estes lados, embora não seja muito acentuado, dá para se notar. Não sei se esta perspectiva tão pessoal esteve na mente de quem deu o primeiro passo na construção da Associação que protagoniza este mês “As nossas histórias, os nossos feitos”. Calculo que não lhe tenha sido alheia. Afinal – como tantas vezes aqui demonstrámos – os projectos bem sucedidos são liderados por pessoas que lhe imprimiram o seu cunho pessoal, os seus gostos, as suas ambições, as suas marcas. Se não houver verdadeiro envolvimento, se não houver aquele bichinho que nos faz ir mais além, tantas vezes por algo que não nos diz directamente respeito, a vontade perde-se, o projecto arruma-se, a ideia morre. Seja como for, uma coisa é certa. A ideia nasceu ligada ao “nosso Alentejo”, com o desejo bem vincado de não deixar esquecer as lembranças, as tradições, o que já foi parte da vida de todos e já não é, de fazer, ver e viver o que temos e nos faz bem, de dar o empurrão a quem por aqui ficou desamparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MARCA é uma associação de desenvolvimento lo&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wwh0M3ntWeQ/TYj2JDWOwbI/AAAAAAAAAf8/qTu6cSgCJcs/s1600/Marca_3.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586985973130903986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-wwh0M3ntWeQ/TYj2JDWOwbI/AAAAAAAAAf8/qTu6cSgCJcs/s320/Marca_3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;cal, sediada em Montemor-o-Novo e nascida em 1996, com o objectivo de “contribuir de forma activa para o aparecimento e consolidação de uma estratégia de desenvolvimento qualificado para Montemor-o-Novo”. O objectivo é ambicioso e não pretende ser fechado, mas sim evolutivo, pronto a ser enquadrado em várias áreas e actividades. Ao longo destes catorze anos de existência já se sentem bem as “marcas” do que foi feito. Com mais ou menos sucesso, numas alturas com mais ritmo, noutras menos, o certo é que esta associação não tem parado de lançar desafios aos que com ela se cruzam, não deixando nunca o seu habitat: o concelho de Montemor-o-Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MARCA promove acções nas áreas sócio-cultural, de valorização do património ambiental e construído, no apoio à criação de empresas, no apoio às artes e ofícios tradicionais, da cidadania, cooperação e educação para o desenvolvimento e promoção de igualdade de oportunidades, de preservação do meio ambiente. Os muitos projectos desenvolvidos já lhe valeram o estatuto legal de entidade equiparada a Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) e a acreditação para a formação pela Direcção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho. Mas espreitemos um pouco do que tem sido feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com o Telheiro. As primeiras acções promovidas pela MARCA-ADL aconteceram no Telheiro da Encosta do Castelo. Esta unidade de produção de materiais cerâmicos para construção (tijolo burro e tijoleira) foi “redescoberta” num levantamento realizado em &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-i18Ppj7i4i0/TYj2EIS2FpI/AAAAAAAAAf0/9mlbepPK5BI/s1600/Marca_2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 121px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586985888559535762" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-i18Ppj7i4i0/TYj2EIS2FpI/AAAAAAAAAf0/9mlbepPK5BI/s320/Marca_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;1990, pelo qual se identificaram na região antigos telheiros em diversos estados de conservação. Foi então elaborado e concretizado um projecto de recuperação desse Telheiro, o qual tem vindo a ser gerido pela MARCA desde 1997, ao abrigo de um protocolo celebrado com a Câmara Municipal. Neste espaço têm sido desenvolvidas várias actividades, transformando-o verdadeiramente na imagem de marca desta associação. Aqui produzem-se os tradicionais tijolo de burro e tijoleira, ensina-se esta arte e também a arte da cerâmica decorativa, desenvolvem-se as artes plásticas, ligando as técnicas e materiais tradicionais à produção artística contemporânea, acolhem-se os curiosos, os jovens e as crianças, promovem-se workshops e encontros científicos. O Telheiro apresenta-se, por isso, como um espaço dinâmico, que se quer vivo e recomenda-se, e é prova irrefutável de que do antigo podem – e devem – nascer novas potencialidades. Já por lá passou? Nem que seja só para espreitar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1999, com base num trabalho de recolha de uma colecção de brinquedos populares pela Oficina da Criança de Montemor-o-Novo na década de 80, no seu estudo antropológico (parte enquadrado por uma bolsa atribuída pelo Instituto Camões em 1998) e na realização de 2 exposições, acreditando no potencial económico da produção e comercialização de brinquedos populares com novas valências didácticas e artesa&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-j8RXQ75AVbI/TYj2T4DMhTI/AAAAAAAAAgM/jYWHFDYYbC0/s1600/marca_5.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586986159076836658" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-j8RXQ75AVbI/TYj2T4DMhTI/AAAAAAAAAgM/jYWHFDYYbC0/s320/marca_5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;nais, a MARCA organizou um Curso de Brinquedos Populares em Lavre ao abrigo do Programa Escolas-Oficinas do IEFP e, desde Julho de 2001, promove um Curso de Brinquedos Populares no Ciborro, financiado pelo Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social. Esta formação permitiu a criação da oficina de produção de brinquedos populares de Montemor-o-Novo – a “Chica Amorica” –, brinquedos esses construídos com materiais existentes no meio natural (madeira, cortiça, cana, lã, barba de milho, bugalhos, bolotas, palha) e doméstico (trapos, botões, arames, latas) e que são reproduções dos modelos do brinquedo popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área do desenvolvimento sócio-comunitário, destacam-se os projectos “Monte Maior”, “Além Monte” e “DesEnvolver”. Com o “Monte Maior”, que foi aprovado no Programa Operacional Emprego Formação e Desenvolvimento Social no final de 2001, estabeleceram-se parcerias que ainda hoje perduram, com Juntas de Freguesia, Centros Paroquiais, Escolas, IPSS, Centro de Saúde, Centro de Emprego, Segurança Social e outras instituições locais e regionais, através das quais se desenvolveram actividades intergeracionais, de informação sobre o euro, ocupação criativa dos tempos livres dos jovens, levantamento de contos popula&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GZXfFdmpVkE/TYj2PAx_7MI/AAAAAAAAAgE/c2BCbU6xt2U/s1600/marca_4.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586986075521281218" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-GZXfFdmpVkE/TYj2PAx_7MI/AAAAAAAAAgE/c2BCbU6xt2U/s320/marca_4.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;res, apoio a cidadãos potencialmente excluídos, entre outras. Com o “Além Monte”, em 2003, desenvolveram-se acções de formação, workshops temáticos e encontros, promoveu-se a formação contínua de agentes e técnicos, contribuindo igualmente para a partilha de experiências de qualidade de intervenções na área social, houve uma maior aproximação à população de Montemor indo ao encontro das suas reais necessidades. De 2005 a 2007, o “DesEnvolver” deu primazia à formação não formal junto dos jovens em diversas áreas, como ambiente, emprego, inclusão social, e criou uma rede de voluntariado amplamente participada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente tem sido sempre enquadrado nas actividades da associação. Têm sido muitos os projectos relacionados com sensibilização ambiental, informação, re&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gVfHew7M5zo/TYj1-WRPPxI/AAAAAAAAAfs/kBcZaCtoAlc/s1600/marca_1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 205px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586985789231677202" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-gVfHew7M5zo/TYj1-WRPPxI/AAAAAAAAAfs/kBcZaCtoAlc/s320/marca_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;flexão conjunta, valorização da paisagem e lazer ambiental, entre outros. Apenas para dar um exemplo, ao nível da sensibilização ambiental, foram desenvolvidos os projectos “O Lince Ibérico na nossa região”(2000/2001), “Morcegos – Os Nossos Amigos Voadores” (2001/2002), “De frente para o Rio Almansor” (2003), “Os Segredos do Montado” (2203/2004), “Jardins de Cá, Jardins de Lá” (2006/2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito famosos são os "Passeios da Primavera", concebidos e organizados anualmente pela MARCA-ADL desde 1999. Compreendem cerca de seis percursos temáticos durante a Primavera, no espaço rural alentejano (Montemor-o-Novo e Évora). O projecto pretende promover alternativas criativas para o desenvolvimento dos territórios rurais, em resposta a um desejo crescente de aproximação à natureza e de conhecimento e fruição dos valores e saberes do mundo rural. O passeio deste ano já tem data marcada: realizar-se no próximo dia 2 de Maio e terá como tema "Ervas aromáticas e medicinais- mezinhas e saberes de outros tempos", com mestre José Salgueiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Podia continuar a enumerar os projectos e iniciativas desenvolvidas por esta associação, a destacar os seus objectivos louváveis e o esforço que sempre tem sido feito de, com poucos técnicos e poucos recursos, ir sempre mais além na busca de dinamismo, iniciativas e desenvolvimento para o nosso concelho. O que fiz foi apenas uma espreitadela pelo buraco da fechadura, como se quisesse fazer um cartaz que chamasse a atenção. Não incluí aqui os livros publicados, as acções de formação, as novas tecnologias de informação… foi apenas um chamar de atenção. Agora compete-nos bater à porta para ver ainda mais, resta-nos participar, levar ideias, fazer parte. A porta está sempre aberta, como sempre esteve, no Largo General Humberto Delgado n.º 7, 1.º (Apartado 188) 7050-123 Montemor-o-Novo (Tel/Fax: 266891222) Mail:&lt;a href="mailto:marca.adl@mail.telepac.pt"&gt;marca.adl@mail.telepac.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuns anos com mais apoios que noutros, umas vezes merecendo o reconhecimento do trabalho e noutras vezes não, a MARCA tem sabido adaptar-se às conjunturas, sem deixar de propor desafios, sem deixar de ter projectos, sem deixar de estender a mão. Porque tudo é possível quando se quer e mais vale ir fazendo aos poucos que ficar sentado à espera da grande bonança. É que essa só chega para os que se preparam e procuram, os que arregaçam as mangas para ultrapassar obstáculos e preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril de 2010&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-1423086888579533211?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/1423086888579533211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/03/marca-associacao-de-desenvolvimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1423086888579533211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1423086888579533211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/03/marca-associacao-de-desenvolvimento.html' title='MARCA – Associação de Desenvolvimento Local'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-wwh0M3ntWeQ/TYj2JDWOwbI/AAAAAAAAAf8/qTu6cSgCJcs/s72-c/Marca_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-1344951761816125164</id><published>2011-03-16T19:19:00.013Z</published><updated>2011-03-16T19:34:27.610Z</updated><title type='text'>Sociedade Antiga Filarmónica Montemorense Carlista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já há muito tempo que queria fazer esta reportagem. Felizmente estive atenta e acertei na altura ideal. Claro que, como não poderia deixar de ser, nada se passou como inicialmente planeado – talvez um dia eu deixe de fazer planos utópicos, como se o corpo não exigisse descanso diário, ou deixe de fazer planos de todo. Vale-me a compreensão de todos: dos protagonistas, do editor, da família. E num espaço de um mês, que na realidade de resume a três ou quatro dias, lá vou conseguindo manter esta página de jornal preenchida com quem merece o nosso reconhecimento e a quem deve ser dado o merecido destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta reportagem começou no jantar de Carnaval, quando numa conversa de amigos, descobri que os sons estranhos que ouvia de casa de um vizinho meu se deviam à preparação dos elementos da Banda da Carlista para o novo espectáculo do Rui Horta: “Lágrimas de Saladino”. A música, original de João Lucas, especialmente criada para aquele espectáculo, não foi fácil de “atinar”, por ser completamente diferente do tipo de reportório a que os músicos da Banda estão habituados. Eu própria, enquanto ouvinte, posso garantir que não foi fácil, que exigiu&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8ahRnVh8L_E/TYENztrnn6I/AAAAAAAAAfE/ZgC5GsmXOXI/s1600/BandaCarlista_MG09_015_jpg.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 172px; FLOAT: right; HEIGHT: 115px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584760195003162530" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-8ahRnVh8L_E/TYENztrnn6I/AAAAAAAAAfE/ZgC5GsmXOXI/s320/BandaCarlista_MG09_015_jpg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; mais esforço e dedicação do que o habitual. E tudo num curtíssimo espaço de tempo, porque os meus finais de tarde em casa acompanhados de conhecida música de fundo, acabaram em finais de Janeiro, quando a música conhecida deu lugar a sons interrompidos e repetidos.Do jantar de Carnaval ao convite para assistir a um ensaio geral no Cine-Teatro Curvo Semedo foi um sopro e a reportagem que há uns tempos tinha pensado realizar acabou por surgir num contexto completamente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar da Sociedade Antiga Filarmónica Montemorense Carlista é falar da Banda da Carlista, e vice-versa, pois a Sociedade é oriunda de um grupo de filarmónicos que teria sido organizado na primeira metade do séc. XIX em 1830 sob a regência de Carlos Simões, a quem se deve a designação “Carlista”. Conhecido simple&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rja8oJ-G4Ek/TYEN4wb88DI/AAAAAAAAAfM/7htSRkJQxS0/s1600/BandaCarlista_MG09_017.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584760281642102834" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-rja8oJ-G4Ek/TYEN4wb88DI/AAAAAAAAAfM/7htSRkJQxS0/s320/BandaCarlista_MG09_017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;smente pelo grupo do “Mestre Carlos”, foi progredindo até que, a 30 de Junho de 1861, vários elementos de posição social acharam oportuno fazer do grupo uma Sociedade. Ficou denominada de “antiga”, devido à antiguidade do grupo filarmónico, tendo sido aprovados os seus primeiros estatutos em 21 de Abril de 1862, por carta régia. A história da Carlista é longa e cheia de peripécias, tocando episódios e personalidades que fazem parte de uma história mais vasta, a da cidade de Montemor. Por isso, fica apenas a nota, esperando que a história e estórias desta colectividade venham um dia a ser publicadas, em forma de livro, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande força da Sociedade Carlista sempre foi a Banda. Foi por causa da Banda que nasceu, é a Banda que lhe dá vida, mas a ela não se resume. Perde-se a conta aos momentos de convívio proporcionados aos montemorenses, aos bailes, aos jogos de tabuleiro, cartadas e outros que tais. Em tempos idos, por exemplo, a Sociedade chegou a ter o seu próprio grupo de teatro, orientado pelo Senhor Domingos Santos. Mas como dizia, essas histórias e feitos ficam para mais sábia publicação. Aqui, vou apenas registar o que há de mais recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a Sociedade tem cerca de 1.100 sócios, que pagam quotas&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gFOPvi-9BWQ/TYEOIJkC1XI/AAAAAAAAAfU/v0CjZw5R5Gs/s1600/DSC_0171.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584760546084967794" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-gFOPvi-9BWQ/TYEOIJkC1XI/AAAAAAAAAfU/v0CjZw5R5Gs/s320/DSC_0171.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; no valor de € 2,00 por mês. A actual direcção da Sociedade tem, aos poucos, cumprido o seu grande objectivo: chamar os sócios à sociedade. Por isso mesmo têm havido mais espectáculos na sede da Carlista: Noite de Fados, Sevilhanas, teatro com o Theatron, concerto de Natal com outra associação montemorense convidada, entre outros. Especialmente para os sócios, a Sociedade organiza e oferece anualmente uma sardinhada, no mês de Junho, altura dos santos populares e do seu aniversário. O ponto alto do ano continua a ser o Carnaval, que nos últimos anos tem trazido artistas nacionais convidados a Montemor. Este ano, por exemplo, estiveram mais de 700 pessoas no baile de segunda-feira de Carnaval e participaram cerca de 70 crianças na matiné. Mas a programação não se fica por aqui e todos os montemorenses são bens vindos, sejam sócios ou não. Às terças e quintas há aulas de ioga. Às sextas-feiras há as danças de salão. Para todos os dias, há o bar, o snooker, os matraquilhos, os jogos de cartadas (com mais ou menos batota) e, mais a sério, há também a Secção das Damas, orientada pelo Senhor Salgueiro, que no passado mês de Novembro fez da Carlista a anfitriã de uma das provas do campeonato nacional de damas. A fechar o círculo, temos a Escola de Música, que está direccionada para o ensino da música aos mais novos, sendo a única escola de música gratuita do concelho, graças ao apoio da Câmara Municipal. Há alguns anos atrás, a Escola de Música tinha por propósito o ensino da música em geral, havendo espaço para as teclas e as cordas, para todos os que quisessem vir aprender sem o compromisso de entrar para a Banda. Hoje em dia, a Escola de Música da Carlista está unicamente vocacionada para o ensino de instrumentos tocados na Banda (sopro e percussão) e, ainda que não seja obrigatório, funciona como porta de entrada para a Banda, seleccionando-se aí os novos talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre maiores e menores disponibilidades, a Banda da Carlista conta actualmente com cerca de 40 elementos. As idades vão dos 11 aos 60 anos, com elementos que estão na banda há 25 anos ou mais, uns que cresceram com ela, outros que estão verdinhos mas já têm lugar, uns que aí têm amigos do peito e até mesmo a família, e todos com os bolsos cheios de histórias para partilhar. O grupo é heterogéneo, mas como uma família, como os próprios dizem. Sente-se o espírito jovem, descontraído, familiar. Há os momentos de grande concentração, as brincadeiras, o momento para brindar a um bom espectáculo, bebendo pelo sapato que se usou. Entre os que ficam, os que passam e os que vão, acaba por se notar a existência de um “núcleo duro”, dos que têm mais experiência e vontade inabalável para aguentar a banda nos momentos mais difíceis, que também os há, embora por ora se esteja em tempo de bonança. Sem falsas modéstias, consideram-se bons músicos, considerando que actualmente a Banda se encontra num nível de qualidade muito bom, embora mais afastado do conceito tradicional de banda filarmónica e mais próximo de uma orquestra. Claro que continuam a participar nos eventos de rua para que são convidados, nomeadamente para as procissões, mas a verdade é que preferem tocar dentro de casa (ou parados). Isso permite a escolha de outro reportório, mais moderno e alargado, bem como a utilização de instrumentos que não podem ser tocados e transportados ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ensaiam, por norma, às terças e sextas, durante 2 horas, de modo a preparem-se para os concertos que têm ao longo do ano, aqui e por vários pontos do país, e, quando é preciso, os ensaios estendem-se por dias seguidos. Foi o que aconteceu nas últimas semanas em que se dedicaram de corpo e alma ao espectáculo “Lágrimas de Saladino”. Contam, sem vergonha, que foi um grande desafio e que, a princípio, não estavam muito convencidos do seu sucesso. Foram postos à prova. Um palco &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-h1ZKIn0Fr8M/TYEOxDoSKcI/AAAAAAAAAfk/OqU0y2TG7hg/s1600/DSC_0193.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584761248866773442" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-h1ZKIn0Fr8M/TYEOxDoSKcI/AAAAAAAAAfk/OqU0y2TG7hg/s320/DSC_0193.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;diferente, música arrojada, um significado especial. A mistura da dança e da música tocada ao vivo, com a assinatura do conceituado Rui Horta, que sempre se preocupou em explicar aos músicos os significados das cenas, o propósito dos movimentos, a mensagem que se queria transmitir. Foram sendo desafiados do princípio ao fim. Primeiro, antes desta experiencia, tocaram na esplanada de verão do Espaço do Tempo, no castelo. Depois, desde o convite para actuarem neste espectáculo, que incluía actuações no CCB e digressão por outros pontos do país, até à construção de cada cena, feita aos poucos e em conjunto, foram ultrapassando todos os obstáculos (até mesmo o de se despirem em palco), libertando-se de uma certa imagem estereotipada de banda filarmónica para algo mais abrangente que ainda estão a construir. Talvez não seja a designação que lhes assenta mal, mas o preconceito, como se tudo neste mundo não tivesse espaço para evoluir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No final valeu a pena. Valeu a pena os inúmeros ensaios, as muitas horas de estudo, as viagens de ida e volta durante uma semana inteira para ensaiarem no CCB. Assim como valem a pena todos os concertos em que, mais que os aplausos, se sentem reconhecidos pelo número de pessoas que aparecem, que está a crescer. As iniciativas não vão parar. Bons resultados, como o concerto dado no coreto do jardim, são para se repetir e melhorar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OOgIFils-fU/TYEOi9AQ4MI/AAAAAAAAAfc/Wsf881w3Bwo/s1600/2637351_gbJQd.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584761006570135746" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-OOgIFils-fU/TYEOi9AQ4MI/AAAAAAAAAfc/Wsf881w3Bwo/s320/2637351_gbJQd.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Podia continuar, sem pressas. Mas tenho o espaço limitado – felizmente para quem lê. Por isso, resta-me dar lugar aos agradecimentos, que vão para a Câmara Municipal, para as Juntas de Freguesia, para o INATEL, que tem oferecido instrumentos, e a todos aqueles que apoiam, incentivam, trabalham, participam, aos que tocam e aos que ouvem simplesmente, porque dão vida a um projecto que começou há muito tempo e que não tem data para acabar. Sem nomes, porque essa distinção não me cabe fazer, servindo aqui o ditado da carapuça.&lt;br /&gt;Para quem não existe o “pior”, porque quem corre por gosto não cansa, e o que mais importa é ter a vida bem preenchida, do que se gosta e de quem se gosta, como o espírito de grupo e a alegria, o meu muito OBRIGADO. Que os vossos projectos sejam muitos e bons, que o reconhecimento continue a ser alcançado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Março de 2010&lt;br /&gt;Catarina Pinto Xavier &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S. Aquele obrigado muito especial ao Tiago Coelho. Um miúdo espectacular que tem futuro na fotografia!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-1344951761816125164?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/1344951761816125164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/03/sociedade-antiga-filarmonica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1344951761816125164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1344951761816125164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2011/03/sociedade-antiga-filarmonica.html' title='Sociedade Antiga Filarmónica Montemorense Carlista'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8ahRnVh8L_E/TYENztrnn6I/AAAAAAAAAfE/ZgC5GsmXOXI/s72-c/BandaCarlista_MG09_015_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-3610657464738088562</id><published>2010-12-12T21:06:00.006Z</published><updated>2010-12-12T21:22:35.122Z</updated><title type='text'>Clube de Ténis de Montemor-o-Novo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Por detrás de uma porta há sempre uma história. Pode interessar ou não mas ela está lá. Sofrida ou ligeira, cómica ou dramática, enfadonha ou entusiasmante, rotineira ou construtiva. Podemos passar, entrar e ficar na nossa. Ou então podemos passar, bater e perguntar. Na verdade, tudo depende de nós, da nossa vontade de conhecer, de saber mais qualquer coisa. Podemos depois permanecer indiferentes ou escolher mudar de perspectiva, ver a mesma cena de outro ângulo, olhar para o mesmo local com outro significado. Porque em todas as portas há sempre mais do que aquilo que se vê, vou continuar a bater, na esperança que me deixem entrar e me respondam aos “porquês”. &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Por esta porta já eu passei muitas vezes. Mas passei para entrar e ficar na minha, a beber o meu chá, a desfrutar da companhia dos meus amigos. Desta vez bati. Bati para perguntar que histórias havia para contar e se eu as podia ouvir, para mudar de perspectiva. Convidaram-me a entrar e deixaram-me à vontade, desta feita não apenas para um café, mas para ver com outros olhos. Vi e ouvi, observei com atenção e mais uma vez me mascaro de jornalista, para não guardar as histórias só para mim e, mais ou menos bem, aqui as partilhar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O Clube de Ténis de Montemor-o-Novo foi fundado em 18 de Abril de 1986 por quinze sócios fundadores. O principal objectivo era, e continua a ser, o fomento e a prática do ténis, enquanto modalidade desportiva. Nos primeiros anos, contudo, e para que esse primeiro objectivo fosse alcançado, os sócios dedicaram-se a encontrar um local para a prática do ténis, um local onde campos de ténis (courts) pudessem ser construídos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Em 28 de Novembro de 1988, o Clube de Ténis e a Câmara Municipal celebraram um protocolo, através do qual o Clube se comprometeu a desenvolver o ténis na área geográfica do concelho, assumindo a organização da modalidade em termos formativos e competitivos. É a partir daqui que a Escola de Ténis, antes da responsabilidade da autarquia, passa a integrar o Clube de Ténis, decorrendo as suas actividades no ginásio da escola secundária.&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549908758133545554" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TQU8nGBhGlI/AAAAAAAAAeY/UMetl3-RTfM/s320/t%25C3%25A9nis4" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Até Agosto de 1991, altura em que se iniciaram as obras de construção de 3 courts de ténis (1.ª fase) o “trabalho de bastidores” foi contínuo. Com o apoio da Câmara Municipal, que cedeu o terreno em direito de superfície, e da Direcção Geral dos Desportos, que comparticipou nas despesas de construção, dava-se início à construção da sede e courts do Clube de Ténis tal como o conhecemos hoje. Começou por haver 3 courts, que hoje são os principais, e não se esperou por mais. As redes começaram a sentir as bolas mal batidas desde logo e os torneios não se fizeram esperar. Improvisou-se. Arranjou-se uma roulotte, sombrinha e cadeiras de plástico e, mesmo sem balneários, o que interessava era jogar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O espaço que conhecemos hoje tem sido construído aos poucos, sempre melhorado, para bem servir aos montemorenses e aos praticantes da modalidade, sejam eles amadores ou profissionais, sejam montemorenses ou visitantes. Para estas coisas a memória é curta e até parece que as coisas não custaram assim tanto. Afinal tudo está bem quando acaba bem. Mas a verdade é que estas coisas custam sempre: custam tempo, custam dinheiro, custam negociações, custam trabalho. E principalmente, custam a uns mais do que aos outros. Custam aos que se comprometem e empenham, aos que traçam objectivos para os alcançar. Mas faz-se e faz-se bem. O Clube de Ténis é um excelente exemplo disso mesmo. Apenas para dar uma ideia, em 1992 iniciaram-se as obras da sede: secretaria e balneários, inaugurados em 1994. Em 1997 empilhavam-se os primeiros tijolos daquilo que hoje é o bar (ou café do Ténis), ginásio, sala de reuniões, bancadas, balneários no exterior e vedação, que foram inaugurados em 2000. Em 1999 construiu-se o 4.º court de ténis e a parede de bater bolas. Em 2004 tiveram lugar os arranjos exteriores. Entre 2007 e 2008 ampliou-se a instalação eléctrica. Tudo com os apoios da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia de N&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TQU77rigytI/AAAAAAAAAeQ/EILeFaMGLXY/s1600/t%25C3%25A9nis3"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549908012289805010" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TQU77rigytI/AAAAAAAAAeQ/EILeFaMGLXY/s320/t%25C3%25A9nis3" /&gt;&lt;/a&gt;.ª Sr.ª da Vila e de particulares. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Em termos de espaço e condições, o Clube de Ténis de Montemor-o-Novo é um dos melhores em Portugal e definitivamente um exemplo abaixo da linha do Tejo. O Clube está aberto 365 dias por ano para todos, até mesmo para aqueles que não praticam a modalidade, que podem simplesmente desfrutar do espaço para um café ou um passeio. Há tempo para as aulas e há sempre tempo para aqueles que apenas querem bater umas bolas sem compromisso e por diversão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Mas falemos também da outra construção. Aquela que tem sido feita desde o início e que não tem data para terminar. Aquela que tem exigido dedicação e trabalho contínuos e tem dado frutos. O fomento da modalidade. A prática do ténis. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;E nesta perspectiva, o projecto do Mini-Ténis foi, provavelmente, o maior desafio do Clube. A ideia era levar a modalidade a pontos do Alentejo que a desconheciam por completo e levá-la às crianças. O projecto mereceu a atenção e o apoio de várias Câmaras Municipais e não foi pontual, antes se estendeu em tempo e em quilómetros. Não pretendendo ser exaustiva, concelhos como Alandroal, Évora, Viana do Alentejo, Vidigueira, Borba, Vendas Novas, Estremoz, Arraiolos, Alcácer do Sal, receberam, nas escolas primárias, monitores do Clube de Ténis de Montemor-o-Novo, que iam munidos de todo o material necessário para ensinar às crianças a modalidade desportiva Ténis. E não era apenas uma vez isolada. As aulas do ténis aconteciam todas as semanas, integradas no horário lectivo. Os tempos eram outros, muitas crianças não faziam ideia do que se tratava. E isso é bem retratado neste episódio: um dia a professora avisou os alunos de que no dia seguinte iriam lá à escola uns senhores dar ténis. No dia seguinte, como anunciado, os senhores chegaram, carregados de sacos. As crianças correram em seu alcance e começaram a gritar “32”, “35”, “eu calço o 36”. Não lhes tinham explicado. Não se tratava das sapatilhas, mas da modalidade. O Mini-Ténis chegou a 41 escolas primárias do Alentejo. Muitas delas em pontos onde a pobreza era bastante e as crianças não tinham outras actividades além da escola. Deu-se o Ténis e deu-se atenção e carinho. Noutros casos deu-se ainda mais, como na Escola de São Gens, que recebeu do Clube o primeiro computador da escola. O ponto alto do ano lectivo era a festa de encerramento do Mini-Ténis, em que eram convidados jovens artistas da televisão conhecidos da pequenada. &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549907522269574498" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TQU7fKEldWI/AAAAAAAAAeI/OePDI1IAQ5c/s320/t%25C3%25A9nis2.jpg" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Hoje o projecto do Mini-Ténis continua, mas em outros moldes. Com a implementação das AEC’s (actividades extra-curriculares) nas escolas primárias, da iniciativa do próprio Ministério da Educação, o Mini-Ténis, que no fundo é o primeiro contacto com a modalidade, está agora limitado ao concelho de Montemor. De qualquer modo, o Clube de Ténis continua a disponibilizar-se para levar o ténis a outros pontos do Alentejo, o que ultimamente não tem sido fácil, dado o desinteresse de algumas autarquias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;A grande mais-valia do Clube de Ténis de Montemor-o-Novo é, sem dúvida, a Escola de Ténis. A escola, que funciona no espaço do Clube de Ténis, em Montemor-o-Novo, é para quem leva a modalidade mais a sério, aprendendo e participando em torneios. Por aqui têm passado promissores tenistas e assim se espera que continue. Actualmente, há equipa de sub-10, de sub-16, seniores e há também veteranos. Ao todo (e para já) o Clube tem, neste momento, 55 alunos federados. No ano passado (2009), integrando também os alunos do projecto Mini-Ténis, o Clube ficou em 8.º lugar a nível nacional, com 406 atletas federados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;A procura é muita e o sucesso também, quer na escola quer na organização de torneios. O “Ladies Open” tem sido a maior prova disso mesmo e vai já para a sua 11.ª edição. Trata-se de um torneio de alta competição, que está inscrito na federação internacional de ténis e, para leigos, pode dizer-se que integra a lista de torneios que representam o 1.º patamar na alta competição, tendo um prémio final de 10.000 dólares. À parte deste ponto alto, o Clube de Ténis organiza também quatro torneios federados e vários torneios sociais, onde se destacam o Torneio Nocturno e o Torneio da Família. Refira-se também que, hoje em&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TQU66ZcrdSI/AAAAAAAAAd8/f7ED9ek52u8/s1600/t%25C3%25A9nis1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 237px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549906890742002978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TQU66ZcrdSI/AAAAAAAAAd8/f7ED9ek52u8/s320/t%25C3%25A9nis1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; dia, são várias as entidades que procuram o Clube para aqui organizaram os seus próprios torneios particulares. Bom trabalho e organização do Clube que acaba por beneficiar o concelho, pois os torneios trazem à cidade vários visitantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O Clube de Ténis é um clube familiar, pensado para servir os montemorenses e para desmistificar o Ténis enquanto prática desportiva elitista. Pensamos que este último ponto está totalmente conseguido e, quanto ao primeiro, não esqueçamos que são hoje muitos os montemorenses que praticam a modalidade, dos miúdos aos graúdos, e a maioria aprendeu o Ténis aqui. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Diz quem se empenha, que o melhor é ver a evolução das crianças, que no início mal podem com a raquete e que, mais tarde, chegam mesmo a ser campeões em vários torneios. Sente-se o orgulho. O intercâmbio com outras associações do concelho é também motivo de alegria e espelha o esforço que se tem feito. Por exemplo, o Clube assegura as aulas de ténis dos utentes da Associação 29 de Abril e leva os utentes da CERCI de Montemor para assistirem ao Estoril Open. Como aspecto negativo aponta-se apenas a falta de organização entre os clubes desportivos existentes em Montemor. Afinal, se todos sentem as mesmas dificuldades e trabalham em prol das crianças e jovens do concelho, porque não sentarem-se à volta da mesma mesa para discutirem as dificuldades e encontrarem soluções comuns? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Fevereiro/2010&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-3610657464738088562?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/3610657464738088562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2010/12/clube-de-tenis-de-montemor-o-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/3610657464738088562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/3610657464738088562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2010/12/clube-de-tenis-de-montemor-o-novo.html' title='Clube de Ténis de Montemor-o-Novo'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TQU8nGBhGlI/AAAAAAAAAeY/UMetl3-RTfM/s72-c/t%25C3%25A9nis4' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-7877538651109163246</id><published>2010-10-04T16:45:00.007+01:00</published><updated>2010-10-04T17:09:30.382+01:00</updated><title type='text'>Grupo Cicloturismo de Montemor-o-Novo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Está um frio de rachar. Ou não estivéssemos em Janeiro. E assim, num voo, se passou um ano, desde que me meti nesta aventura de me armar em repórter, sem talento, sem ensino, sem saber. Umas vezes melhores que outras, umas a cumprir calendário, outras a deixar na mão o editor. Assim me fui desdobrando entre tudo o resto e as entrevistas, as fotografias, as conversas, as pesquisas, os contactos. Como se eu não tivesse tarefas suficientes a preencher todo o tempo que existe. Mas não temos todos? Ou não pensamos todos que temos? Não interessa. Nada interessa salvo o que damos importância. E isto, para mim, começou por ter uma certa piada. Depois percebi que me tinha mais uma vez comprometido e já não valia voltar atrás. Agora penso que realmente valeu a pena. Valeu a pena pelo menos para mim. Que me obrigo a sair da rotina, dos mesmos caminhos que sempre faço para ir dar aos sítios que me são familiares, para conhecer o que se faz por cá, por quem, como e porquê. E, de uma maneira ou de outra, ainda que soe a presunçoso, sinto-me privilegiada por isso. Ou a descoberta de novas realidades não representasse para mim o desafio, o bichinho que não me deixa estar quieta e me dá “lata” para tudo perguntar. Se valeu a pena para quem lê? (se é que alguém lê...) Espero. Se valeu a pena para os protagonistas? Não sei. Mas diria que a lembrança foi apreciada e merecida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este mês bati à porta de um Grupo já adulto, à beira de comemorar 22 anos de existência. Diz o logótipo e diz quem sabe que o Grupo nasceu em 10 de Junho de 1988, data da primeira reunião, na oficina da firma Unisantos, Lda., em Montemor-o-Novo. A partir daí começaram as suas actividades e depois de uns anos à “experiência”, a coisa tornou-se mais séria, com a constituição da Associação e aprovação dos respectivos Estatutos, em 29 de Abril de 1993, tendo como sócios fundadores Carlos Santos, Manuel Oliveira, Eliseu Pinto e Delfino Santos. Falo do Grupo de Cicloturismo de Montemor-o-Novo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas comecemos pelo básico. O que é o Cicloturismo? Nas palavras de quem pratica, o cicloturismo é uma vertente lúdica do ciclismo, não tendo, por isso, um intuito competitivo. Não há provas, não há vencedores nem vencidos. Há passeios. Pratica-se no momento em que um grupo de pessoas, munidas das respectivas bicicletas, se juntam para desfrutar do caminho. É ciclismo de estrada numa lógica de desporto pelo desporto, de pedalar por prazer, motivado pelo desafio de chegar mais longe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524221699477115298" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TKn6XfnWkaI/AAAAAAAAAd0/5ckzzqlmpsw/s320/5" /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, aquando da sua criação, o objectivo principal do Grupo de Cicloturismo de Montemor-o-Novo prendia-se com a motivação para a prática, a organização, a participação e a realização de passeios de cicloturismo. Foram muitos os passeios organizados por outros grupos de cicloturismo pelo país fora em que o Grupo participou, representando Montemor e levando mais de uma dezena de atletas. Como gostam de dizer, “encheu-se o autocarro da Câmara” e foi outra carrinha cheia de bicicletas. A parede do fundo da sala que hoje têm como sede é prova disso mesmo: está repleta de taças representativas dos passeios em que participaram. Na tradição do cicloturismo, o grupo organizador oferece a cada grupo participante uma taça. O mesmo se passa quando o Grupo de Montemor organiza. Mas se dantes se batiam às portas a pedir as taças para oferecer aos participantes convidados, fazendo com que cada objecto fosse irrepetível, hoje há orçamento para isso e mandam-se fazer igual para todos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524221540219572962" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TKn6OOVZUuI/AAAAAAAAAds/8meY7_zOfes/s320/4" /&gt;Dizia que o objectivo principal é a prática de cicloturismo. Mas hoje em dia (e desde há vários anos) não é o único. O Grupo pratica, participa e organiza também provas de BTT. BTT significa bicicleta todo o terreno ou bicicleta de montanha. Em síntese, pode dizer-se que o BTT é uma actividade desportiva com bicicletas preparadas para circular fora das pistas ou estradas, no meio da natureza, pelo campo, na montanha, por “cabeços”, riachos, valas e valetas e que está muito em voga actualmente. As provas podem ter um componente cultural de contacto com a natureza ou uma vertente de competição. Temos, assim, que as principais actividades do Grupo se prendem com o cicloturismo e o BTT. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista institucional e organizacional, o Grupo de Cicloturismo pertence à Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. Tem cerca de 80 sócios inscritos e 20 no activo, isto é, que praticam com mais regularidade. O Grupo trata dos seguros dos associados, que são obrigatórios, e promove a participação em provas ou passeios, tratando das inscrições, transportes e outras questões logísticas e burocráticas. Na prática, os que fazem mexer o Grupo e se ocupam destas tarefas menos interessantes e mais aborrecidas são poucos, sendo o Presidente, Delfino Santos, quem dá a cara na maioria das situações. Na logística e finanças, a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia são as principais aliadas, ao lado de alguns particulares que prestam o seu apoio, com destaque para Custódio João Maria, Lda., Unisantos, Lda. e Couteiro Mor. Actualmente, o Grupo tem sede nos antigos celeiros da EPAC , na Rua Curvo Semedo, junto ao Estaleiro Municipal e ao LIDL, numa sala disponibilizada pela Autarquia, e as suas actividades e notícias encontram-se publicadas no site &lt;a href="http://www.cicloturmontemor.web.pt/"&gt;www.cicloturmontemor.web.pt/&lt;/a&gt;. &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O destaque vai para a organização de passeios e provas. Claro que há actividades todo o ano, sendo o Domingo o dia de eleição para mexer as pernas e porem-se ao caminho por estradas, caminhos e atalhos do nosso Concelho, o que infelizmente se tem vindo a tornar cada vez mais difícil, com a proliferação de portões e cercas que fecham passagens e impedem a circulação das bicicletas. Mas a verdadeira vantagem da existência do Grupo de Cicloturismo é a possibilidade de organizar e realizar provas e passeios oficiais, que trazem ao nosso concelho muitos apreciadores de cicloturismo e BTT. Para este ano de 2010, o Grupo tem planeada a realização do passeio “Volta à Cidade”, no dia 8 de Março, com cerca de 30 km, que é um misto, para todos os gostos, idades e até para os de pior condição física. Em 6 de Junho, realizar-se-á a 3.ª Maratona da Cidade de Montemor, que é uma prova de BTT. Para 5 de Setembro, altura da Feira da Luz, está agendado mais um Passeio de Cicloturismo, que vai já para a sua 17.ª edição. Para os mais resistentes, a prova de BTT “Rota dos Cromeleques 2010”, com cerca de 100 km, terá lugar no dia 17 de Outubro. E por último, mas não menos importante, marcou-se o dia 12 de Dezembro para o 12.º Passeio de Natal, que se espera que tenha tanto ou mais sucesso que o organizado no passado dia 13 de Dezembro, que contou com 100 participantes, numa bem disposta manhã de BTT. Sem confirmação para este ano, mas que resultou bem no ano passado, está a prova Nocturna de BTT, que teve lugar na sexta-feira da Feira da Luz e contou com 60 pessoas! &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524221434280592706" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TKn6IDrkxUI/AAAAAAAAAdk/A0quSmWlmOA/s320/3" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A organização das provas e passeios é o mais exigente e desgastante. Em primeiro lugar, é necessário avisar todas as autoridades ( Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, GNR, Bombeiros) e proprietários, cumprindo a parte burocrática. Normalmente estes eventos têm o aval da Federação, por cumprirem todas as regras, e são por ela publicitados. Enviam-se convites a outros Grupos e publicitam-se nos fóruns e blogs relacionados com a modalidade em causa, sem esquecer os cartazes que são espalhados pela cidade. Depois é necessário preparar efectivamente a prova ou passeio em causa. Faz-se o reconhecimento do percurso, definem-se os quilómetros, anotam-se os obstáculos e as zonas de maior dificuldade. Para o cicloturismo é relativamente mais fácil, pois faz-se em estrada, mas exige a colaboração das autoridades, nomeadamente da GNR, que escolta o pelotão abrindo caminho e fechando o grupo, que assinala a passagem dos ciclistas e que fecha temporariamente cruzamentos ou estradas, se for o caso. Nas provas de BTT é mais importante ter conhecimento do percurso e das dificuldades que impõe. A Maratona (prova de BTT) é a mais exigente. É preciso preparar as zonas de assistência de 20 em 20 km, mais ou menos (alimentação e hidratação), marcar o percurso com sinais, fazer os controlos de passagem, dos tempos e chegadas, preparar os frontais e distribuí-los por casa participante. Tudo exige tempo, disponibilidade e experiência. Às vezes exige até “voluntários à força”, como se diz quando se pede a colaboração na organização. A principal falha é a falta de colaboração e envolvimento de outras entidades e associações do concelho, não por falta de convite ou solicitação. O melhor é a afluência de grande número de participantes e a ausência de acidentes ou reclamações. &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524221323210755954" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TKn6Bl6dj3I/AAAAAAAAAdc/WxMPzHqUq_I/s320/2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estamos todos convidados a experimentar pedalar! Diz quem sabe que o que importa é ter vontade. Custa sempre, é fisicamente exigente e obriga-nos a deixar o conforto do sofá. Faz doer o corpo, as pernas, provoca cansaço e transpiração. Mas ao mesmo tempo dá prazer, principalmente pelo desafio, como se chegar ao fim do caminho fizesse esquecer o que custou. Quem faz parte do Grupo de Cicloturismo pedala por gosto e tentar explicar melhor tiraria todo o realismo. Praticar com regularidade, como se sabe, provoca melhor condição física e resulta em melhores performances, até ao que a idade permite e o corpo aguenta. Sentem-se os quilómetros nas pernas e ficam as histórias. Há as menos boas, que recordam acidentes e más disposições. Há as engraçadas, que fazem rir com a lembrança de quedas aparatosas, de bicicletas submersas em “riachos”, de derrapagem que custaram gargalhadas e valentes arranhões. O melhor? O convívio, os amigos, as bicicletas, a natureza e a adrenalina que provoca uma descida a pique entre pedras e lama. O pior? Não há, há coisas menos boas ou mais aborrecidas, como os acidentes, ter que pagar o seguro, ou a falta de disponibilidade de outras pessoas para ajudar. &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524221103904260514" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TKn5007uAaI/AAAAAAAAAdU/0A692ZjRtbA/s320/1" /&gt;&lt;br /&gt;Janeiro / 2010&lt;br /&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-7877538651109163246?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/7877538651109163246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2010/10/grupo-cicloturismo-de-montemor-o-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/7877538651109163246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/7877538651109163246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2010/10/grupo-cicloturismo-de-montemor-o-novo.html' title='Grupo Cicloturismo de Montemor-o-Novo'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TKn6XfnWkaI/AAAAAAAAAd0/5ckzzqlmpsw/s72-c/5' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-1683699319968301939</id><published>2010-08-11T17:08:00.012+01:00</published><updated>2010-08-11T17:32:24.906+01:00</updated><title type='text'>Ensemble Monte Mor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É interessante notar que os projectos bem sucedidos são movidos pela paixão. Diria mesmo que este é o ingrediente principal, da mesma forma que para fazermos um bolo é necessária a farinha. Mas não se trata de uma qualquer paixão, fugaz ou exagerada, como as que se contam em novelas. Falo da verdadeira paixão, da que provoca brilho no olhar, da que dá prazer e traz realização pessoal, da que impele e faz cócegas na barriga, da que dá energia e desperta à concretização. Daquela que, ao contrário do que profetizam tantos poemas, não tem que ter por objecto outro ser humano, tem o poder de unir pessoas e pode mesmo durar por uma vida inteira. Tenho vindo a descobrir verdadeiros casos desta paixão, em que os indícios são por demais evidentes, diria mesmo, constituem situações notórias e comprovadas da força que tem este elemento. Este mês trago-vos um desses casos. As histórias e os feitos de quem tem paixão por tocar e ensinar música. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De máquina fotográfica ao pescoço e bloco de notas na mão, comecei por me “infiltrar” no n.º 14 da Rua Bento Gonçalves em Montemor. Percorri os espaço, espreitei as salas, fiquei atenta às melodias e, claro, cresceu a curiosidade. Quando fui convidada para estar presente na inauguração daquele espaço, enquanto sede da Ensemble Monte Mor Associação Cultural (E.M.M.A.C.), no dia seguinte, Domingo, 18 de Outubro, pelas 16 horas, até parecia que tinha feito bem o trabalho de casa no meu papel de repórter. Mas não, tratou-se de uma feliz coincidência, daqueles que, como se ouve dizer, de certeza que não aconteceu por acaso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltei então no Domingo para a festa de Inauguração. Cumpriu-se o protocolo, ouviram-se as palavras emocionadas e orgulhosas do Director da Escola de Música Luís Pastaneira, apresentou-se a nova Direcção e presenteou-se os convidados com a especialidade da casa: música. Diferentes melodias criadas por violino, flautas e guitarras, uma das quais dançada por bailarinas da Escola de Ballet de Montemor-o-Novo, e ainda jazz. Os jovens alunos foram as estrelas da tarde, com reconhecido mérito para os professores. A música ali criada despertou os sentidos e por momentos conseguiu causar arrepios nos mais envolvidos. &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504187834955521218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TGLNrGeM3MI/AAAAAAAAAWM/eANIOfvMdjc/s320/DSC02120.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas comecemos, então, a contar a história do princípio. “Ensemble” começou por ser o nome de um grupo de música de câmara, mais precisamente um trio de trompetes, que depois passou a quarteto. Nessa altura, em 1999, o grupo era composto por estudantes de música (Luís Pastaneira, Artur Barroso, Pedro Mira), também elementos da Banda da Carlista, que tinham a mesma vontade: levar a música às escolas. E assim foi. Durante o ano lectivo de 1999/2000, mais coisa menos coisa, o “Ensemble” realizou vários concertos didácticos em escolas de 1.º ciclo do concelho de Montemor. O projecto foi muito bem recebido e o melhor feedback foi dado pelas crianças que perguntavam “quando há mais?”. Na verdade, não se tratava de “simples” aulas de música, parecidas às que são leccionadas no 2.º ciclo. Não, ia mais além. Eram concertos que envolviam as crianças, aos quais se seguia o ensino sobre os instrumentos e sobre a música através de jogos e dinâmicas que despertavam o interesse dos mais novos. Infelizmente, a resposta não foi, na altura, a mais positiva. Era uma ideia arrojada, sem apoios, levada a cabo por pessoas que estudavam fora.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O “Ensemble” teve alguma divulgação em Montemor e, consequência disso, acabou por receber uma proposta do Grupo de Amigos de Montemor-o-Novo: porque que não uma escola de música no Convento de S. Domingos? A ideia foi maturada durante cerca de um ano. Houve a preocupação de pensar e estruturar algo novo e diferente, que seguisse um modelo próprio e que não se confundisse com outros projectos musicais já existentes no concelho. Nasceu então em 2002 o projecto “À Descoberta da Música”, no âmbito do qual se criou a escola de música que funcionou numa das salas adjacentes aos claustros do Convento de S. Domingos. Ensinavam-se instrumentos de corda e o ensino da música repartia-se pela parte teórica, aula de instrumento e prática de conjunto. Aproveitou-se também o piano que havia no Convento. A escola contava com 16 alunos e nela nasceu a Tuna da Escola de S. Domingos, na qual os alunos tocavam e cantavam. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta altura já não existia o grupo “Ensemble” inicialmente criado, mas a ideia de levar a música às escolas não esmoreceu. O projecto “Música para as Crianças” que tem como objectivo a realização de actividades de expressão musical em escolas e jardins de infância, foi ganhando corpo. Fizeram-se algumas demonstrações (concertos didácticos) que convenceram as direcções de jardins de infância que, com entusiasmo, acolheram e apoiaram este projecto. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com estes dois projectos em movimento – “À Descoberta da Música” (escola de música) e “Música para as Crianças” – surgiu então a ideia de crescer, ganhando mais autonomia. Assim, em 22 de Setembro de 2006, foi criada a Ensemble Monte Mor, uma associação cultural sem fins lucrativos, que tem como objecto social o desenvolvimento de projectos ligados à música. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde então, a sede desta associação e a escola de música passaram a estar no n.º 14 da Rua Bento Gonçalves, num espaço que em tempos era uma serraria e que tem sido, aos poucos, alterado, reconstruído, melhorado para se tornar uma escola de música. Na verdade, foi esse o grande desafio da primeira direcção da associação: concretizar a beneficiação do espaço. Nestas obras, que andaram ao sabor da disponibilidade financeira (e que ainda não acabaram) participaram os membros da direcção, os professores, os pais e os alunos, que se empenharam seriamente, algumas vezes gastando as férias para arranjar cadeiras, limpar mesas, pintar paredes. Passados três anos as diferenças são notórias e o esforço é visível. Ainda com muito por fazer, decidiu-se inaugurar no passado mês de Outubro a sede e escola de música, como já vos dei conta. &lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504187186066706450" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TGLNFVLDUBI/AAAAAAAAAV0/8yVwVtUBhjU/s320/DSC02098.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A associação é recente, mas o trabalho desenvolvido é impressionante. O projecto “À Descoberta da Música” – escola de música – conta agora com 72 alunos, dos 3 aos 40 anos. Por aqui ensina-se e aprende-se percussão, cordas, violino, piano, guitarra, sopros, flauta transversal, flauta de bisel, clarinete, trompete, acordeão, e técnica vocal. Para muitos jovens a escola de música é a sua segunda casa, onde assistem a diferentes aulas, podem tocar mais que um instrumento, têm amigos, criam os próprios grupos de música, podem participar num Atelier de Expressão Plástica, criado para que não haja tempos mortos. Aos sábados, é um entra e sai constante de alunos, e a casa está sempre cheia! No âmbito deste projecto têm nascido outros pequenos projectos: o grupo “Ensemble Flautas de Bisel”, o grupo “Ensemble Jazz” e a “Orquestra de Guitarras”. Este último surgiu inicialmente para completar a formação que é dada a todos os alunos da Classe de Guitarra do Prof. Miguel Madaleno, dando continuidade ao estudo da guitarra nas aulas de música de conjunto, e é desenvolvido em parceria com a Sociedade Filarmónica União Agrícola (S.F.U.A) do Pinhal Novo. A Orquestra conta actualmente com uma formação composta por cerca de 40 elementos, na grande maioria alunos das Escolas de Música S.F.U.A. e E.M.M.A.C., onde Miguel Madaleno é professor. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O projecto “Música para a Crianças” também se desenvolveu, contando hoje com 600 alunos em escolas e jardins de infância dos conselhos de Montemor-o-Novo, Palmela (Pinhal Novo), Mafra e Torres Vedras Para este cre&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TGLNYBo6TZI/AAAAAAAAAWE/dOCYgLIuzoM/s1600/DSC02092.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504187507240750482" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TGLNYBo6TZI/AAAAAAAAAWE/dOCYgLIuzoM/s320/DSC02092.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;scimento também contribuiu o programa das AEC’s (actividades extra curriculares) promovido pelo Ministério da Educação, no qual a Ensemble Monte Mor também participa.&lt;br /&gt;Querem-se bons músicos e bons alunos, bons conhecedores de música. O objectivo não é formar profissionais, mas sim bons ouvintes de música. E com a música ensinam-se regras, incentiva-se a responsabilidade, o esforço, a boa gestão do tempo, desenvolve-se a capacidade de ir sempre mais além. Os alunos são o espelho do sucesso da Ensemble Monte Mor. São empenhados, esforçam-se e, no final, acabam por ser excelentes músicos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A interacção entre gerações é constante. Seja entre alunos e professores, seja entre os alunos mais velhos e os mais novos, que neles vêm exemplo. É sempre uma festa e um privilégio fazer um concerto e é grande a alegria quando no público estão outras crianças, como se todos aprendessem música uns com os outros, tendo o prazer de a partilhar, seja ouvindo, seja tocando.&lt;br /&gt;Não consigo aqui resumir todas as actividades, concertos, colaborações com outras associações, histórias e outras que tais que esta associação já tem no seu currículo. Muito menos consigo aqui transmitir o entusiasmo que se sente, a paixão que voa pelos corredores, dos professores, das crianças e jovens e de todos os que de alguma forma ajudam esta associação. É que por aqui não se ensina apenas música. Aqui a música respira-se e formam-se pessoas que, além de bons ouvintes e conhecedores de música, são responsáveis, trabalhadores e dedicados. Mais que um sucesso de pedagogia musical, a Ensemble Monte Mor é, enquanto associação, um exemplo! &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;Novembro de 2009&lt;br /&gt;Catarina Pinto Xavier &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-1683699319968301939?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/1683699319968301939/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2010/08/ensemble-monte-mor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1683699319968301939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1683699319968301939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2010/08/ensemble-monte-mor.html' title='Ensemble Monte Mor'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TGLNrGeM3MI/AAAAAAAAAWM/eANIOfvMdjc/s72-c/DSC02120.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-9217095221469704114</id><published>2010-06-05T13:00:00.007+01:00</published><updated>2010-06-05T13:37:03.429+01:00</updated><title type='text'>Amigos Unidos pelo Escoural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Book Antiqua'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PTfont-family:Arial;color:#000000;"  &gt;Desta vez pus o pé fora da cidade. O concelho é grande, tem vilas e aldeias e gentes de valor por toda a parte. Não significa isto que já bati a todas as portes em Montemor. Não, muito pelo contrário. Tive o privilégio de ouvir várias histórias, sonhos, projectos, feitos, nas palavras de quem os idealiza, concretiza e vive. Mas ainda estou longe de descobrir tudo o que por aqui se faz, bem e com valor. E quando digo aqui, digo neste concelho alentejano, um dos maiores de Portugal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Book Antiqua'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PTfont-family:Arial;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Saí da cidade e fui até à vila, pelos caminhos da Serra de Monfurado, até Santiago do Escoural para ai conhecer uma Associação bem novinha ainda, nascida em 9 de Julho de 2007. Mas a sua juventude não significa imaturidade, antes pelo contrário! Foram muitos os projectos e actividades que esta Associação concretizou em apenas dois anos, e o motivo pela qual foi criada obrigam-nos a tirar-lhe o chapéu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;O objectivo principal da Associação Amigos Unidos pelo Escoural, e seu objecto social, é a construção de uma creche e de uma case de acolhimento de crianças em risco social. A associação assumirá a qualidade de IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social, mas para já encontra-se a percorrer a primeira fase do longo caminho que tem à sua frente. Foi preciso tratar da sua legalização, fazer reuniões com responsáveis da Segurança Social e dos órgãos do município, para encontrar o apoio necessário e perceber se o “sonho” algum dia se poderá tornar realidade. E foi dada luz verde! O Estado, através da Segurança Social apoiará financeiramente o projecto, a Câmara Municipal já prometeu doar o terreno para a construção da creche e da casa de acolhimento e um grupo de técnicos já se voluntariou para fazer o projecto (arquitectura e engenharia civil). No entanto, é preciso ir com calma, que nestas coisas o tempo demora sempre mais do que o desejado. Por isso, dividiu-se o projecto em duas fases: primeiro construir-se-ão as instalações para a creche e depois a casa de acolhimento. A Associação, sem perder tempo, começou logo a trabalhar para angariar fundos, pois o Estado comparticipará o projecto quando a Associação conseguir reunir 35% do valor orçamentado (cerca de € 440.000,00). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479261554898792082" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TAo_WpMybpI/AAAAAAAAAMA/T0yYc12CM7M/s320/TT+dos+amigos+18-+5+-2008+458.jpg" /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Perguntar-se-á porquê uma creche e uma casa de acolhimento? Porquê no Escoural? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;As perguntas são pertinentes e no início (talvez ainda agora) muito gente desconfiou desta nova associação, desconhecendo o seu principal objectivo, não compreendendo a vontade que movia os que a personalizavam ou, mesmo quando conhecendo o projecto, desvalorizando a sua importância ou a sua necessidade. No fundo, nada de estranhar. É a chamada natureza humana. Há os que escolhem arriscar e entrar no barco, há os chamados velhos do Restelo. Há os que têm a iniciativa, que arregaçam as mangas, mesmo que só de vez em quando. E há os que ficam no banco do jardim a ver as vistas e a comentar, tantas vezes a criticar sem conhecimento de causa, que a ignorância é sempre a inimiga do desenvolvimento, e quando unida a cabecinhas pensadoras, a criadora das intrigas. Mas como dizia, é normal. É assim que se processa, que acontece e aconteceu com tantas outras ideias e projectos. Mas depois vem a persistência, o trabalho, a vontade e os resultados. E existem tantos casos de verdadeiro sucesso! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TAo_qR6GipI/AAAAAAAAAMI/o9opGGH8Kpc/s1600/IM000442.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479261892243786386" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TAo_qR6GipI/AAAAAAAAAMI/o9opGGH8Kpc/s320/IM000442.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Mas começando pelo princípio... &lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Era uma vez um grupo de amigos que, em troca de conversas e em espírito de brincadeira, se intitulou “Amigos do Escoural”. Era um grupo de amigos amantes da sua terra, preocupados com o seu presente e o seu futuro e orgulhosos da sua história e tradições. Concordaram que era preciso fazer alguma coisa, não ficar de braços cruzados a ver a sua vila apagar-se aos poucos. Decidiram então embelezar o largo da Igreja para o Natal que se aproximava e assim foi.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Meteram mãos à obra, pedindo ajuda aqui e acolá, arranjaram uma quantia satisfatória para o presépio e concretizaram o projecto: o presépio de rua em Dezembro de 2006. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Satisfeitos com o carinho que toda a população Escouralense lhes dispensou, e conscientes que seria preciso muito mais do que pôr a vila mais bonita, pensaram fazer a Associação de Amigos &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Unidos pelo Escoural.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Era necessário trazer alegria, arranjar forma de motivar os jovens a fixarem-se no Escoural, criar novos postos de trabalho, não deixar a vila envelhecer nem cair no esquecimento. Escolheram então um projecto, que na verdade é o sonho da actual presidente da Associação: criar uma casa de acolhimento para crianças e jovens abandonadas, no âmbito da solidariedade social, promovendo e mantendo actividades na área de protecção e intervenção com crianças e jovens em risco e de apoio às famílias. Tal não significa que existam muitas crianças em situações de carência. Sabe-se que existem e mesmo que não seja na freguesia, haverá mais crianças de outros pontos do país a necessitar de acolhimento, da solidariedade das pessoas de bom coração. Mas não só. Mais directamente relacionado com a vida dos habitantes da vila e com o seu desenvolvimento e rejuvenescimento, os Amigos do Escoural incluíram também no seu projecto a construção de uma creche, que criará postos de trabalho e ajudará os jovens e as famílias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479262208872961074" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TAo_8tcYVDI/AAAAAAAAAMY/iV-wgiC3xfs/s320/festa+junho+2009+423.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O trabalho começou desde cedo. São vários os eventos e actividades da responsabilidade desta Associação, sempre com o objectivo de angariar fundos. Festas, marchas populares (em Junho), noites de fado, desfile de modelos, concurso de pesca, Encontro dos Amigos (que assinala o aniversário da Associação), Jantar das Mulheres (8 de Março) – em que os homens são os cozinheiros e empregados de mesa -, desfile de máscaras no Carnaval, Passeio TT (em Novembro) e que já está a caminho da 3.ª Edição, e claro, o Presépio de Rua! Participam também na Feira da Luz e já participaram na Feira do Idoso. Recuperaram a folha do Escoural “Ecos de Monfurado”, que regressou em Janeiro de 2008, integrada no Jornal “Diário do Sul”. São duas páginas de jornal inteiramente dedicadas à vila, com artigos da autoria de escouralenses! Conseguiram também arranjar o espaço &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TAo_zK27roI/AAAAAAAAAMQ/tdwtGSa8RTM/s1600/as+minhas+imagens+131.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479262044970266242" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TAo_zK27roI/AAAAAAAAAMQ/tdwtGSa8RTM/s320/as+minhas+imagens+131.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;da associação – “O Cantinho dos Amigos” - na Rua Miguel Bombarda nº 22 em Santiago do Escoural, que para além de servir como sede da associação está aberto ao público como papelaria e livraria, tendo também um espaço de leitura e um computador para uso gratuito. Neste Cantinho há também várias peças de artesanato feitas e oferecidas por escouralenses para que o valor das vendas reverta para a Associação. Para além de tudo isto, ainda ajudam outras Associações, quer participando como voluntários para peditórios nacionais, quer recolhendo roupas para doar, por exemplo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Aos poucos cresce o apoio. De particulares, de outras associações do Escoural, da Junta de Freguesia, da população em geral – no fundo, dos amigos, que já são mais que aqueles que de início se juntaram para o presépio. Actualmente a Associação conta com 95 sócios e 135 assinantes do Diário do Sul que, não sendo sócios, prestam assim o seu apoio. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A experiência também vai crescendo, assim como de vez em quando aparecem as desilusões, a impossibilidade de fazer tudo quanto se quer, a sensação de que há sempre uns que trabalham mais que outros, que o tempo e a vontade não são iguais para todos.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479262328973655778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TApADs2nfuI/AAAAAAAAAMg/3f9QSQ9PC-8/s320/TT+dos+amigos+18-+5+-2008+106.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;O pior é o cansaço e o sentir que muitas vezes se rema contra a maré ou faltam pessoas para ajudar. O melhor, segundo contam, é contar o dinheirinho e ver que o mealheiro está a crescer, aumentando a esperança da concretização do projecto. Mas vendo bem, o melhor é ainda mais. É ver que por um objectivo se concretizam tantos outros: a alegria, a amizade, a recuperação de tradições, a união da vila, o voluntariado, o dar a conhecer a freguesia. Desde 2007 que os Amigos Unidos pelo Escoural contribuem para um Escoural mais vivo e alegre. Que continuem a fazê-lo tão bem como até agora e que estejamos cá para a reportagem da inauguração da creche e da casa de acolhimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Todas as notícias e muitas fotografias em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://amigosunidospeloescoural.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;http://amigosunidospeloescoural.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Outubro/ 2009&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /&gt;&lt;st1:personname st="on"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-9217095221469704114?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/9217095221469704114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2010/06/amigos-unidos-pelo-escoural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/9217095221469704114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/9217095221469704114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2010/06/amigos-unidos-pelo-escoural.html' title='Amigos Unidos pelo Escoural'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/TAo_WpMybpI/AAAAAAAAAMA/T0yYc12CM7M/s72-c/TT+dos+amigos+18-+5+-2008+458.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-4904252340979815892</id><published>2010-02-07T11:45:00.011Z</published><updated>2010-02-07T12:21:01.426Z</updated><title type='text'>Rugby Clube Montemor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não vos vou falar do jogo. Não vou aqui dizer que a bola de rugby tem a forma de melão, que o passe só conta se for para trás, que passar a bola para a frente &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26qrjPORzI/AAAAAAAAAGA/SLWr8imfvrY/s1600-h/DSC01638.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435469465452955442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26qrjPORzI/AAAAAAAAAGA/SLWr8imfvrY/s320/DSC01638.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;é cometer uma infracção (“avant”), que agarrar pelas pernas do adversário e colocá-lo no chão é fazer uma placagem, que pôr os braços por cima do ombro do colega e “encaixar” nos adversários é fazer formação ordenada (“melée”) ou que fazer pontos é fazer ensaio. Não, não é isso que aqui me traz. Se fosse, estaríamos mal, porque do jogo percebo o suficiente para apoiar a equipa, perceber quando houve falta, não apreciar o jogo de avançados, preferir o jogo rápido, em passe, e gritar no momento do ensaio. Estender-me para além disso seria enganar quem tem a paciência de me seguir por estas linhas. Não, definitivamente não venho falar do jogo. Venho antes falar do que é preciso para que haja jogo. Gosto, emoção, amizade, talento, com certeza. Trabalho, esforço, paciência, dedicação, sem dúvida. Atletas, treinadores, dirigentes, adeptos, como não podia deixar de ser. Mas principalmente trabalho de equipa, dentro e fora de campo. Ou o ensinamento n.º 1 do rugby não fosse esse: o de que todos têm lugar, porque todas as capacidades e talentos são necessários, para, em conjunto, se alcançar a vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 5 de Outubro de 1993, movido pelo desafio lançado por amigos jogadores de rugby de outros tempos, Paulo Xavier, antigo jogador de rugby do Benfica, organizou um dia de rugby em Montemor. Fez cartazes improvisados, espalhou umas fotocópias pela cidade e esperou que o seu apelo fosse acolhido. Surpreendentemente, 32 jovens quiseram experimentar esta nova modalidade. Durante o ano que se seguiu, fizeram-se alguns jogos particulares e manteve-se o grupo, mais coisa menos coisa, possibilitando a existência de duas equipas: iniciados e juniores. O Grupo União Sport deu guarida ao grupo durante dois anos, aceitando o rugby como secção autónoma e com financiamento externo. Tempos difíceis, em que a modalidade desconhecida foi vista como moda passageira. O União dava o nome, os horários de treinos que não utilizava e, por vezes, tratava dos equipamentos. Como a “união” não era a vertente forte desta relação, o rugby resolveu seguir sozinho e em Julho de 1995 nascia uma nova associação montemorense, o RCM – Rugby Clube Montemor, com os sócios fundadores Paulo Xavier, João Banha e Jorge Miguel, e tendo como primeiro patrocinador a Apormor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26qVMFahPI/AAAAAAAAAF4/hNxFXCHls8A/s1600-h/DSC01633.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435469081280677106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26qVMFahPI/AAAAAAAAAF4/hNxFXCHls8A/s320/DSC01633.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros tempos, o improviso e a vontade de continuar foram essenciais. Jogava-se no pelado, recorria-se a automóveis particulares dos treinadores e dos pais para transportar os jovens atletas. Os treinadores traziam num bolso uma caixinha de magia, pronta a usar a qualquer instante. Afinal, num momento eram seccionistas ou motoristas, noutro instante viravam dirigentes ou fisioterapeutas. A experiência era nenhuma, a invenção o instrumento determinante. O lema “Esforço, lealdade e dedicação” não podia ser mais acertado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A organização foi melhorando. Os treinos e os jogos também. E hoje, com quase 16 anos de rugby em Montemor e 14 de Clube, o RCM é maior, tem melhores condições, maior logística, mais apoio, mais voluntários, mais adeptos e claro, mais atletas: 168, divididos pelos escalões sub-8, sub-10, sub-12 (“escolinhas”); sub-14, sub-16, sub-18 e seniores, sem esquecer que a época ainda não começou e a porta está sempre aberta. Há um ano voltou a formar-se a equipa feminina, que em tempos já tinha existido, e que está em força para a época que aí vem. Com uma média de idades de 15 anos e com muita vontade de melhorar, a equipa treinada pela antes jogadora Lena Torres só pode estar de parabéns! &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435469797318574530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26q-3iJwcI/AAAAAAAAAGI/WHN84auQc0w/s320/DSC01980.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto associação, o RCM tem uma Direcção, um Conselho Fiscal e uma Assembleia-geral, e de duas em duas épocas os sócios são chamados a eleger os membros dos órgãos. Como clube desportivo conta hoje com uma estrutura mais complexa e alargada, em que a divisão de tarefas e a boa vontade de todos são os ingredientes chave. Actualmente, para além dos atletas, o RCM tem um treinador e um treinador adjunto em todos os escalões, directores de equipa, um coordenador para os escalões de formação e duas fisioterapeutas, e também os amigos e os familiares dos atletas (quando não são eles os próprios treinadores ou directores de equipa) que em tantas ocasiões, prestam apoio logístico e trazem entusiasmo, mesmo se nunca praticaram a modalidade!&lt;br /&gt;É consensual que houve essencialmente dois factores que, nos tempos mais recentes, contribuíram decisivamente para este crescimento, em número e em qualidade.&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435467652486682034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26pCBaYVbI/AAAAAAAAAFg/5JQm2B4pPtE/s320/DSC01580.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em primeiro lugar, o campo onde hoje jogam (parque desportivo) é uma enorme mais valia, e permitiu que o RCM voltasse a jogar em casa. Devido a exigências da Federação Portuguesa de Rugby, os jogos oficiais só podiam realizar-se em campo relvado, pelo que durante cinco anos, o RCM viu-se na contingência de jogar em Tróia (Setúbal) e no Couço (Coruche), o que não ajudou na motivação nem nos custos. Entretanto, existiu a oportunidade de participar num programa específico da Federação Portuguesa de Rugby em conjunto com a Secretaria de Estado do Desporto que, através de fundos comunitários, garantia o financiamento em 75% da construção de um campo de relvado, na condição de se destinar à prática do rugby. Felizmente, a Câmara Municipal candidatou-se a esse programa, na qualidade de proprietária do terreno, e hoje a cidade tem mais uma infra-estrutura desportiva que, actualmente, é utilizada para treinos e jogos de rugby e futebol, podendo sê-lo para outros eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o trabalho desenvolvido pelo RCM junto das escolas primárias do concelho, no âmbito do programa das AEC’s (actividades extra curriculares) promovido pelo Ministério da Educação, e em que o RCM faz, de há dois anos a esta parte, a coordenação da actividade física. Em duas horas por semana, por cada turma das E.B. 1, professores de educação física desenvolvem actividades físicas desportivas com as crianças, não só ensinando o rugby (ou o “bitoque” – nível simplificado), como iniciando noutras modalidades como sejam o andebol ou o basquetebol, passando também pelos jogos tradicionais. Para&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26tLDa3DqI/AAAAAAAAAGg/WtZYl4Otppk/s1600-h/DSC01566.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435472205690900130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26tLDa3DqI/AAAAAAAAAGg/WtZYl4Otppk/s320/DSC01566.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; fechar o período lectivo em grande, o RCM organiza o Festival do Nestum, com o apoio da Associação de Rugby do Sul, até agora no Estádio 1.º de Maio, onde os alunos de todas as escolas se juntam para um evento desportivo, sendo a divulgação da modalidade um dos objectivos. Impulsionados pelo sucesso destas actividades, organizou-se este Verão, pela primeira vez, um programa ATL, destinado aos mais pequenos, com diversas actividades lúdicas, entre as quais ida à praia e visita ao Monte Selvagem – torcemos para uma nova edição. Por ora, aguarda-se a luz verde das escolas E.B. 2, 3 de Montemor e de Vendas Novas e da Escola Secundária de Montemor, às quais o RCM propôs sessões de iniciação ao rugby, dadas por treinadores do clube, no horário das aulas de educação física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não podia deixar de ser, estes factores trouxeram atletas, trouxeram os pais, trouxeram os antigos atletas para ajudar e os amigos para apoiar. E como se não pudesse faltar a cereja em cima do bolo, a participação da selecção portuguesa de rugby no último mundial despertou a comunidade, que começou a considerar o rugby tão digno de respeito como outras modalidades mais populares (gostos de parte).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com atletas mais jovens, o RCM aposta forte na formação, principalmente através do apoio e incentivo à formação dos treinadores, que se querem da casa e que têm que ser credenciados. Almeja-se também a formação na arbitragem, mas para essa é mais difícil de cativar. Os ídolos não são só os grandes jogadores das selecções senhoras da modalidade, que a miudagem já trata pelos nomes e decora as jogadas. São também (e principalmente) os mais velhos, às vezes familiares, que se podem orgulhar de ter levado o clube a duas meias finais da taça de Portugal e a ser um dos mais bem cotados do Sul do país, não só pelos talentos que descobriu e levou às selecções nacionais dos escalões de formação, mas também pela evolução e experiência que ganhou, com muitas esfoladelas e entorses pelo caminho, como uma história de construção deve ter. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O clube vive do apoio da Câmara Municipal, dos patrocinadores e do mealheiro que consegue fazer com os bares na Feira da Luz e na Praça de Toiros. Não fossem os atletas, dirigentes e amigos do peito transformarem-se em barmans, DJ’s ou relações públicas e nada seria possível. A Câmara Municipal apoia nos transportes e na formação dos jovens, através dos protocolos de promoção da formação nos escalões “escolinhas”. A gestão das despesas é um desafio diário, pois o saldo tem que se repartir pelos equipamentos, inscrições dos jogadores na federação, materiais de treino, conjuntos de bolas para todos os escalões, cursos de formação, seguro desportivo, electrocardiogramas, atestados médicos, material de fisioterapia e por aí adiante… No final das contas, financeiras, desportivas ou de recursos humanos, descobre-se que um bom dirigente é, afinal, um bom inventor, cujas horas de papeladas, contactos e reuniões tiradas ao conforto da família se recompensam com a chegada de um rapaz ou de uma rapariga a querer vestir um pólo para jogar rugby, mesmo sem um empurrão de um amigo ou a influência de um familiar, simplesmente por querer experimentar. Aí sim, a satisfação é real, o esforço premiado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26pywvGtrI/AAAAAAAAAFw/MElPiSNbLu0/s1600-h/DSC01584.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435468489823794866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26pywvGtrI/AAAAAAAAAFw/MElPiSNbLu0/s320/DSC01584.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao porquê, respondem que tem que se jogar para se perceber. Estar lá dentro, com adversários reais e a pingar de suor, não tem explicação. Marcar um ensaio são segundos de felicidade, mas a vitória da equipa vale por vários ensaios pessoais. Os gritos do lema são tão sentidos como aqueles do treinador, quando o jogo foi azarento, as mãos estavam escorregadiças e as pernas custaram a desenvolver. Estão lá uns para os outros. As regras são para cumprir, o árbitro é um senhor, o treinador, normalmente, tem sempre razão, e os que apoiam das bancadas são a motivação. Trazer o muflão ao peito é motivo de orgulho e ver o “melão” nos pátios das escola ou no largo do bairro dispensa vários discursos… Pior que perder é jogar mal ou nem sequer jogar. O melhor é a equipa, o que se aprende – ser sempre melhor; o que se leva – experiências para a vida, o que se faz – grandes amizades (e, por vezes, alguns bons jogos).&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O RCM está à distância de um clique, para todas as informações e últimas notícias em &lt;a href="http://rugbyclubemontemor.blogspot.com/"&gt;http://rugbyclubemontemor.blogspot.com/&lt;/a&gt;, e à distância de uns passos, para jogos ao vivo e a cores no Parque Desportivo, onde os actores principais são &lt;em&gt;made in&lt;/em&gt; Montemor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435470723777159010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26r0y3F32I/AAAAAAAAAGY/q7BMZcApch4/s320/DSC01994.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Setembro de 2009&lt;br /&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-4904252340979815892?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/4904252340979815892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2010/02/rugby-clube-montemor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/4904252340979815892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/4904252340979815892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2010/02/rugby-clube-montemor.html' title='Rugby Clube Montemor'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/S26qrjPORzI/AAAAAAAAAGA/SLWr8imfvrY/s72-c/DSC01638.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-8793095500591260729</id><published>2009-11-30T13:37:00.009Z</published><updated>2009-11-30T14:03:32.287Z</updated><title type='text'>THEATRON</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O ambiente é descontraído, ao estilo de café entre amigos, mas sem estilo, verdadeiramente natural. As conversas cruzam-se e a boa disposição sente-se, mesmo depois de eu chegar para interromper, agora pela segunda vez. Comecei por me desculpar, explicando que o meu computador me trocou as voltas na véspera da edição do mês passado. Não foi bem uma troca, foi mesmo um apagão, bem merecido a quem não toma as devidas precauções. E se vamos escrever tudo de novo, ao menos que haja uma nova conversa, uma tentativa de partilha de histórias e opiniões. Porque se eu tinha feito de mosquinha, de máquina fotográfica em punho, no dia da estreia da peça “In(e)vasões”, muito caladinha e atenta, para não estorvar quem estava de nervos em franja, agora queria mesmo armar-me em jornalista e fazer as perguntas. Que quando se vê ou se fica satisfeito ou se fica curioso e eu fiquei curiosa…Afinal, há sempre muito mais para lá do palco, vale a pena espreitar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPMHfsfamI/AAAAAAAAAEo/HQyq3-JGiW4/s1600/GetAttachment.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409892006541355618" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 189px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPMHfsfamI/AAAAAAAAAEo/HQyq3-JGiW4/s320/GetAttachment.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Theatron nasceu de um projecto de jovens amigos que tinham acabado de terminar o secundário. Tinham feito parte do grupo de teatro da Escola Secundária de Montemor-o-Novo, então coordenado pelo Professor Vítor Guita, através do qual tiveram a oportunidade de participar numa Formação de Iniciação às Técnicas Teatrais, e desejavam continuar a estar ligados ao teatro de uma forma activa. Da ideia partiu-se para a acção e em Setembro de 1997 iniciaram-se as reuniões do grupo, no Centro Juvenil. Em Janeiro de 1998 constituía-se a Associação Juvenil Theatron, cujo primeiro espectáculo “Gestus” foi o resultado daquela Formação de Iniciação às Técnicas Teatrais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No início a Theatron era composta apenas por jovens que faziam teatro e começou por desen&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPOSTarFaI/AAAAAAAAAFQ/vK5dZ3VIRYY/s1600/DSC01878.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409894391247213986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPOSTarFaI/AAAAAAAAAFQ/vK5dZ3VIRYY/s320/DSC01878.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;volver actividades que envolviam a comunidade escolar. Aos poucos, à medida que se ia dando a conhecer e a concretizar os seus projectos, a Theatron atraiu pessoas de outras faixas etárias, que partilhavam da mesma paixão pelo teatro. Não se tratava apenas de um grupo de miúdos, um grupo informal da escola, mas de um projecto cultural com pernas para andar e que cada vez mais merecia o apoio da população. Á parte das idades, o essencial manteve-se: o gosto pelo teatro, a vontade de criar e concretizar, o grupo de amigos. A lista de associados cresceu e já não coincide com os que representam: são amigos, são admiradores, são público, são montemorenses que resolveram apoiar. E, assim, em 2003, a Associação alterou a sua designação, deixando cair “juvenil” e passando a denominar-se Theatron – Associação Cultural. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 11 anos, a Theatron conta já com um curriculum invejável: 1998 – “As Vedetas”, de Lucien Lambert, encenação de Hugo Sovelas; 1999 – “Tamar” de Carlos Tomás Cebola, encenação de Vítor Guita; 2000 – “As Duas Corcundinhas”, de José Boavida; “Incidentes” de Maria João Miguel, encenação de Rui Quintas e “Fragmentos”, adaptação do texto de «Dissident» de Michel Vinaver, encenação de Carlos Marques; 2001 – “Espero-te lá em baixo”, adaptação do texto «A história da gaivota e do gato que a ensinou a voar» de Luís Sepulveda, encenação de Hugo Sovelas e Luís Pontes; 2002 – co-produção de “Escorial”, projecto a cargo de Nuno Nunes; 2003 – “Uma Comédia em Família”, encenação de João Macedo e Hugo sovelas; 2004 – “Excertos da casa de Bernarda Alba”, encenação de Anabela Ferreira; 2005 – “Homem Só”, adaptação do texto «RTX-78-24» de António Gedeão; 2006 – “Boda”, adaptação do texto «A Boda dos pequenos burgueses» de Bertolt Brecht, encenação de Hugo Sovelas e “Mulheres de A a Z”, texto e encenação de Carla Rodrigues; 2008 – “Farsa de São Bonifácio” e a recentemente estreada “In(e)vasões” (2009) texto de Carlos Tomás Cebola, encenação de Vítor Guita e Maria João Crespo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas engana-se quem&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPMWYrAO9I/AAAAAAAAAEw/yyEAzkAadMs/s1600/vedetas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409892262354107346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 306px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPMWYrAO9I/AAAAAAAAAEw/yyEAzkAadMs/s320/vedetas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; pensa que as actividades desta associação se resumem a peças de teatro. É certo que elas são o principal, mas a expressão dramática tem outras vertentes e contribui para a descoberta de outras artes. Por isso a Theatron tem apostado em projectos relacionados com artes plásticas, fotografia, dança, leitura em voz alta. São conhecidos os workshops organizados pela associação, na sua maioria dirigidos à criançada. E ultimamente, membros da Theatron deslocam-se à biblioteca municipal para lerem histórias aos mais pequenos. Há também as actividades de animação, os debates, as tertúlias, a participação e apoio em actividades de outras associações do concelho, tentando sempre que possível colaborar e interagir com a comunidade. A juntar a este leque, não podemos deixar de referir, pela sua importância e assiduidade, o Encontro Theatron, produzido todos os anos, normalmente entre os meses de Setembro e Outubro, desde 1999. Este ano o evento celebrará a sua 11.ª edição e como nas edições anteriores, o objectivo é trazer à nossa cidade peças de qualidade e poder trocar experiências com outros grupos de teatro amadores. Ficamos a aguardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à pedra de toque, pode dizer-se que, em média, a Theatron estreia uma peça por ano. Aquando da apresentação do plano anual de actividades da associação, põe-se à consideração de todos o projecto para uma nova peça. Tratado o texto (que por vezes tem que ser adaptado), define-se a encenação, distribuem-se os papéis, começa o trabalho. Nesta fase o consenso é o estado de espírito mais natural: entre a maior disponibilidade de uns e a menor de outros, a aptidão para a comédia ou drama, a vontade de estar por dentro ou estar por fora, encontra-se a harmonia e inicia-se a viagem. E conta quem sabe que já é da praxe haver um impasse a meio caminho, como se o motor começasse a deitar fumo e a pedir uma espreitadela paciente, ainda que a paciência esteja de férias por essa altura. Afinal, por essa altura já todos terão pensado no destino a que querem chegar e as opiniões são postas à mostra. Um grupo aberto à partilha de pensamentos e opiniões, portanto. A coisa enguiça, dá-se um empurrão, muda-se o óleo e está de novo a rodar. Que quando o objectivo é o mesmo e a malta se conhece de ginjeira, passa o fumo e segue a marcha! A peça ficará, com certeza, mais rica, mais especial, com marca Theatron. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409895218533380130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPPCdTEMCI/AAAAAAAAAFY/ElS3lofqoak/s320/DSC01874.JPG" border="0" /&gt;A dinâmica vive-se. Se nesta peça se é actor, para a próxima pode-se estar encarregue da cenografia ou do guarda-roupa, ser o talento da caracterização, a segurança no ponto ou arregaçar as mangas na produção. E vai daí, porque não a encenação? Claro que há os tradicionalmente destinados ou mais dotados para umas tarefas que para outras, mas o mais importante é saber que não só há espaço para todos como todos são precisos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O público tem correspondido, não só em Montemor, mas também noutras localidades, onde a casa enche e as críticas são positivas. E não, não são profissionais, são amadores e fazem teatro nas horas vagas. É verdade que os aplausos aqui têm outro sabor e não há melhor recompensa que o interesse demonstrado, não só pelos amigos, mas pelas pessoas na rua, pelo trabalho da Theatron. Perguntam-se das datas de estreia, da reposição da peça, comentam-se as boas prestações. E não entremos pelo discurso da modéstia, que as casas cheias, na cidade ou nas aldeias, não é boato, é facto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Difícil, como sempre, é traduzir em palavras como se vive o que se faz. As histórias são comuns e provocam sorrisos: a bengala que saiu disparada para a platei&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPNyqMuoNI/AAAAAAAAAFI/w-SUv9Rwydg/s1600/DSC01812.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409893847606927570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPNyqMuoNI/AAAAAAAAAFI/w-SUv9Rwydg/s320/DSC01812.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a e obrigou a improvisar uma espingarda com um lenço; os óculos que vinham sem uma lente; a cadeira que se deveria ter desmontado, parecendo partida, e que ficou intacta obrigando a movimentações exageradas; a personagem que entra com bigode, volta sem bigode e entra com bigode outra vez; a actriz que decidiu experimentar realmente a bebedeira de uma personagem; a dentadura que se soltou e fez perder a voz em plena cena, mas que felizmente voltou ao lugar sem causar um verdadeiro engasgamento! Da partilha resultante da conversa séria que fizemos a brincar retirei que o fundamental é a amizade, o grupo unido em volta do teatro, onde as manhas e manias de todos já fazem parte do texto da vida real. As maneiras de sentir de cada um variam, claro está. Há quem tenha um prazer enorme em esmifrar-se para construir a personagem, há quem dê mais valor à interacção do grupo aquando da construção da peça, há quem adore a pressão e os nervos que antecedem uma estreia e há os que esperam pela sentimento de satisfação após a primeira apresentação, a ser merecidamente comemorado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E se "Theatron", palavra de origem grega, donde provém a etmologia da palavra “teatro”, significa “lugar de onde se vê”, ou, “lugar onde se vai para ver” ("thea", olhar com interesse; e "tron", donde), então que nos desloquemos para ver o “teatro” que hoje se tem por cá, em que o lugar físico assume diminuta relevância mas o que nele se faz desperta todo o interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                               Julho/2009&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                                                                                                                   Catarina Pinto Xavier&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409893389884767730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPNYBDQvfI/AAAAAAAAAFA/IJw2Tf-fDJg/s320/GetAttachment.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-8793095500591260729?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/8793095500591260729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/11/theatron.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/8793095500591260729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/8793095500591260729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/11/theatron.html' title='THEATRON'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SxPMHfsfamI/AAAAAAAAAEo/HQyq3-JGiW4/s72-c/GetAttachment.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-3034177735671358468</id><published>2009-10-08T15:03:00.006+01:00</published><updated>2009-10-08T15:22:39.056+01:00</updated><title type='text'>Associação 29 de Abril</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não é a primeira vez. Já toquei a esta campainha várias vezes. Não tantas quantas as merecidas, mas as suficientes para fazerem lembranças. Já conheço as caras, os sorrisos, os olhares. Sei os nomes, algumas histórias e também já sei o que esperam de mim. Não sou da casa, mas sou bem vinda. Para uns sou conhecida, para outros tenho o privilégio de ser amiga. Aguardo, então, que alguém oiça o toque. Vim em dia de festa. Abre-se a porta com um sorriso e sou convidada a entrar. Ouve-se o som das vozes em conjunto, sente-se o calor humano e a alegria no olhar. Sente-se a ansiedade, o nervoso miudinho, o cansaço dos donos da casa, para que nada falte aos seus convidados. E acima de tudo sente-se a amizade, a energia positiva, dos que são da casa e dos que vieram para jantar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O aniversário da Associação 29 de Abril é todos os anos motivo para comemorar com grande festa, juntando toda a “família” e os amigos. Privilegia-se o convívio e a partilha, e nunca se esquece o momento para agradecer: aos que fizeram, aos que vieram, aos que ajudam, aos que estão todos os dias para o que der e vier. A casa fica cheia! Há poesia, há representação, há música e fotografias. Há abraços, há piadas, há muitos doces e há o Panoias. E este ano houve 18 velas para apagar! Parabéns!&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390232436822464578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 334px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/Ss3z17WXWEI/AAAAAAAAAEI/6aXUY5ydNCg/s320/DSC01659.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Associação nasceu a 29 de Abril de 1991, adoptando como nome a data da primeira reunião. O grupo de fundadores consagrou como principal objectivo da Associação a construção de um lar residencial em Montemor-o-Novo destinado a acolher adultos portadores de deficiência. A ideia brotou de uma preocupação comum: como se iriam essas pessoas acomodar na vida quando aqueles que então eram o seu amparo, guia e orientação lhes faltassem ou não pudessem continuar a apoiá-los nas suas necessidades mais básicas? O que aconteceria quando os seus pais, família, começassem a envelhecer? Precisariam de apoio, de uma casa, de acompanhamento e carinho. Mas seria isso possível? Proporcionar, a quem por si só não o conseguiria, um lar na verdadeira acepção da palavra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim! Foi possível. É realidade. Uma realidade que está à distância de um toque de campainha. O caminho foi longo e tortuoso. Mas a ideia não morreu. Cresceu, tornou-se forte, expandiu-se. O projecto obteve então o apoio da Câmara Municipal, da Segurança Social, e de várias outras entidades e particulares. E tudo por causa da vontade, da entrega total, do compromisso, daqueles que no início nada tinham senão uma ideia e a vontade de concretizar em prol dos outros. E porquê? Porque sim, porque era preciso, porque era urgente. Porque havia quem precisasse de um ombro, de um casa. Simplesmente porque sim. Sem contrapartidas, recompensas ou benefícios. Tantas vezes a custo de sossego, de tranquilidade, de tempo, da família e dos amigos, sendo de salientar um dado curioso: nenhum dos primeiros sócios tinha na família uma pessoa portadora de deficiência.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Angariar todo o dinheiro necessário para a obra demorou e exigiu paciência e sabedoria. As obras do primeiro&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/Ss30NRt1cCI/AAAAAAAAAEQ/o8ByBNe9MK8/s1600-h/DSC01679.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390232837963477026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/Ss30NRt1cCI/AAAAAAAAAEQ/o8ByBNe9MK8/s320/DSC01679.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; lar só começariam no final de 1994. Em 29 de Abril de 1996 o lar “A Casa da Courela” era inaugurado e logo nessa altura se constatou a necessidade de construir um segundo lar. Afinal, assim que abriu as portas, em Agosto de 1996, o lar ficou completo, com 10 utentes. O projecto não parou, estava apenas a começar. As paredes estavam erguidas, mas a gestão diária de uma casa é exigente, ainda para mais quando se trata de uma casa cheia e com as especificidades desta. Trabalho e muito empenho! Tanto, que em 1 de Março de 2002 era inaugurado o Lar II da Associação 29 de Abril. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas não é meu propósito contar-vos aqui a história da Associação. O livro “Associação 29 de Abril – Quinze Anos”, editado em 2006, fá-lo muito melhor: a história escrita pela mão dos que a viveram!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Proponho-vos, então, uma breve visita a uma grande casa. Não é um palacete, mas é grande pela sua missão e fica na Rua Fernando Namora, n.os 36 a 42, aqui em Montemor-o-Novo. Sim, aqui mesmo. Na verdade, são os dois lares da Associação 29 de Abril que formam a casa grande, que não é alta, nem imponente, é bonita e tem cor. Neste momento são 20 os “donos da casa”, que, humildemente, dispensam essa designação e preferem ser, para os que não os conhecem, utentes ou meninos. As 18 funcionárias são amigas, são ouvintes, são amparo, são “mães”. Tal como os utentes, há as que estão desde o início, as que entraram mais tarde, sendo que todas têm já anos de experiência. Para que tudo funcione no dia a dia, os lares contam com uma directora técnica, um responsável pelos serviços de contabilidade e motorista. E todas as quintas-feiras, a Direcção, composta por 5 sócios, todos voluntários, reúne para tratar dos assuntos relacionados com a gestão da Associação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta casa a rotina é fundamental: proporciona estabilidade emocional e facilita a compreensão das regras do viver em comunidade. Todos os utentes têm&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/Ss30gAwCfdI/AAAAAAAAAEY/pEeEx4AVf5o/s1600-h/DSC01737.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390233159826832850" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/Ss30gAwCfdI/AAAAAAAAAEY/pEeEx4AVf5o/s320/DSC01737.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; o seu espaço e as suas próprias actividades, de que se ocupam nos dias de semana. Há quem fique no CAO – Centro de Apoio Ocupacional, da Associação 29 de Abril, destinado ao desenvolvimento de actividades que não só proporcionam diversidade de experiências, desenvolvimento pessoal e integração na comunidade, como todas produzem serviços ou bens a usar na casa -, há quem faça voluntariado: no Hospital S. João de Deus, na Santa Casa da Misericórdia, no Centro de Saúde ou na Escola de Equitação. À parte destas obrigações, os utentes têm várias outras actividades: natação, ginástica, equitação, ténis, fisioterapia e animação, onde, através da música, da leitura, da representação, entre outros, trabalham em grupo, sendo em todas acompanhados dos respectivos monitores ou professores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo o mais é como em qualquer casa. Na minha ou na tua. Há as horas para as refeições, as horas para tomar os comprimidos, o tempo para ver televisão ou estar ao computador. Há as horas de dormir e de acordar. Há os aborrecimentos entre “irmãos” (utentes) e o ralhete das “mães”. Há a comemoração de cada aniversário e a preocupação com cada um. As arrelias do dia a dia, o beijinho do bom dia ou da partida. E, claro, a porta aberta para os amigos e para quem vier por bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta grande casa vive uma grande família. Todas as atenções estão viradas para os “meninos” e as tarefas e responsabilidades são repartidas pelas funcionárias, direcção técnica e direcção. Tudo é igual a gerir o nosso próprio lar, só que numa maior escala. Viver aqui exige paciência, compreensão, espírito de partilha. Afinal, cada um tem as suas manias, as suas preferências, os seus amuos e dificuldades, o que faz das actividades em grupo um grande desafio. Espectacular é perceber que evoluem, que são sempre capazes de ir mais além, física e psicologicamente. Existem as dúvidas, os medos e os porquês, às vezes tão directamente colocados que embaraçam. Mas as respostas vêem com simplicidade de quem não vê a diferença nem conhece o preconceito, talvez porque já aprendeu muito mais do que o que veio ensinar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De repente os nossos problemas ficam pequeninos, diminutos, invisíveis. E o que não tínhamos notado passa a ter um valor incalculável. Acabamos por realizar que basta estar e aceitar. Estar disponíveis e ter interesse por essa disponibilidade. E então passamos a desejar, num pensamento ingénuo e sonhador, que todos se dessem a mesma oportunidade: estar para os outros.&lt;br /&gt;              “&lt;em&gt;Quando já tinha perdido a força, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;                E só me apetecia desaparecer, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;                Apareceu a 29 de Abril &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;                E voltei a viver. (…) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;               São vocês que nos dão alegria, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;               Carinho, ternura e muito amor&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;               Sem vocês não existiríamos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;              Éramos um jardim sem flor&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;                                                                – Utentes da 29 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390233441731775394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/Ss30wa7ai6I/AAAAAAAAAEg/60zIGGvSf5c/s320/DSC01747.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para a Cristina, a Esperança, o Agostinho, o Manel, o Xico, o Miguel, a Custódia, a Fátima, o Zé Tomate, o Custódio, o João Pedro, a Joaquina, o Zé dos Santos, a Gabriela, a Manuela, a Mariazinha, a Elvira, a Isabel, a Ana e o Gabriel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande agradecimento aos que fazem e fizeram o projecto da Associação 29 de Abril: é um privilégio conhecer heróis de verdade. Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="mailto:a29abril@iol.pt"&gt;a29abril@iol.pt&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maio / 2009&lt;br /&gt;Catarina Pinto Xavier &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-3034177735671358468?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/3034177735671358468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/10/associacao-29-de-abril.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/3034177735671358468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/3034177735671358468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/10/associacao-29-de-abril.html' title='Associação 29 de Abril'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/Ss3z17WXWEI/AAAAAAAAAEI/6aXUY5ydNCg/s72-c/DSC01659.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-7582947607561151746</id><published>2009-07-17T12:22:00.003+01:00</published><updated>2009-07-17T12:55:01.767+01:00</updated><title type='text'>Rancho Folclórico Fazendeiros de Montemor-o-Novo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vinha à pressa, como sempre. Pus um bocado de comida entre os dentes, peguei na máquina, levei o bloco. Da rua já se ouviam os passos, compassados, uníssonos e a música do acordeão acompanhada de uma melodiosa voz feminina. Tentei entrar à socapa, mas saiu-me o tiro pela culatra. Por ali todos se conhecem de ginjeira, novos ou vividos, rapazolas ou meninas, pais, mães e filhos: são família; quem venha de fora é logo notado. Fui posta completamente à vontade, como se estivesse em minha casa. O estrado, direito nalgumas partes, entoava o som dos pés que saltitavam e rodopiavam ao mesmo ritmo, seguindo os versos. De vez em quando um tropeço, uma mão mais solta que o suposto, o rosto na direcção do chão quando devia estar levantado e alegre. O director anunciava a canção, animava a trupe, lembrava do pormenor a melhorar, chamava o mais novinho para experimentar a dançar. Os pares iam trocando entre músicas, sem confusões, numa onda descontraída e bem disposta. E quando dei por mim, também já estava eu, a bater o pé compassado e a trautear a Ciranda… Duas horas de ensaio que passaram ao tempo de uma nota do piano dos pobres (acordeão).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seria pretensioso da minha parte resumir nesta única página de jornal a história desta associação montemorense. Parece-me até que aquilo que tiveram a amabilidade e simpatia de partilhar comigo já vai ficar encavalitado, como se as palavras pedissem licença para ainda terem lugar. Não se trata de contar o que já fizeram, que isso chegaria bem para uma edição inteira, trata-se principalmente de descobrir o que está por de trás dos panos, dos trajes a rigor e das posturas bem parecidas. O que aqui vos trago é apenas uma breve visita, uma espreitadela, sobre como são e o que fazem, actualmente e fora dos palcos, os Fazendeiros de Montemor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Rancho Folclórico Fazendeiros de Montemor-o-Novo nasceu “ao som de um velho harmónio e sob a luz trémula de um candeeiro a petróleo”, em 1958. Fu&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SmBhiC-IujI/AAAAAAAAACw/HKuZ14D2vLU/s1600-h/DSC01282.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359390794111826482" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SmBhiC-IujI/AAAAAAAAACw/HKuZ14D2vLU/s320/DSC01282.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;ndado por Feliciano Rabaça do Carmo, o grupo começou por ensaiar no Monte dos Henriques, sito nas Fazendas de Montemor. Desde então o Rancho dedica-se a manter vivas as danças e cantares que, nessa zona, deliciavam os serões, festas, adiafas e outros momentos do quotidiano, das gentes de antanho. E para que se perceba de onde vem o nome do grupo e a origem dos cantares, importa saber que eram conhecidas por Fazendas as pequenas parcelas de terra que circundam a cidade de Montemor-o-Novo, distando desta cerca de 3 km, designadamente aquelas que ficam para lá da Ponte de Alcácer. Era aqui que se fixavam, noutros tempos, agricultores, rendeiros, seareiros, trabalhadores agrícolas em geral, não só de Montemor como também oriundos de outras regiões do país, sobretudo das beiras.&lt;br /&gt;Retratar fielmente essa época, através dos cantares e dos trajes, numa viagem no tempo animada, tem sido a regra de ouro dos Fazendeiros, ou não fossem um Rancho Folclórico. Folclore significa estudo das tradições populares, dos usos e costumes das gentes, manifestado através da música, dança e canções, relativas a certa época e região. Presente no mundo inteiro, o Folclore é dança tradicional! Através da dança torna-se possível preservar a tradição da nossa região. Por isso o grupo orgulha-se de, até hoje, manter inalteradas as danças e cantares recolhidos aquando da sua fundação nas fazendas de Montemor, na sua forma de bailar, tocar e cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os 51 anos de existência, os Fazendeiros têm participado em muitas iniciativas de índole cultural: festas, feiras, romarias, Festivais Nacionais e Internacionais de Folclore, alguns deles no âmbito do CIOFF e ou IOV (UNESCO) em Portugal e no Estrangeiro, Mostras e Galas Internacionais de Folclore, projectos de divulgação do Folclore, entre tantos outros eventos! Participaram também em diversos programas de televisão e rádio e editaram 5 discos (tesouros de vinil), 1 cassete comercial e mais recentemente um CD e um DVD. O grupo é membro efectivo da Federação do Folclore Português, sócio fundador da Associação de Folcloristas do Alto Alentejo, está filiado no INATEL, é membro da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio, membro fundador da Federação Distrital de Évora das Colectividades e, ainda, membro efectivo da FAFIF - Federação de Apoio a Festivais Internacionais de Folclore. &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 401px; DISPLAY: block; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359391797445735426" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SmBiccrlNAI/AAAAAAAAADI/JvxqBqSEXL8/s320/Rancho_Fazendeiros_de_Montemor_2008.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;O Rancho tem actualmente 58 elementos de todas as idades. Há famílias inteiras que partilham o prazer de dançar e há muitas outras que por aqui têm visto passar várias gerações. Verdade seja dita, a média de idades nos Fazendeiros é baixa, muito devido ao trabalho desenvolvido junto do Jardim de Infância e da Escola Primária Conde Ferreira, que visou o ensino do Folclore. Muitos dos que agora estão na casa dos vinte e dos trinta entraram em miúdos, normalmente por influência de familiares ou amigos que um dia tiveram a lembrança de os levar a um ensaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ensaios são feitos, normalmente, à sexta-feira à noite no primeiro andar de um dos barracões da EPAC, cedidos pela Câmara Municipal, que em muito os apoia. Há tempos ensaiavam no Centro Juvenil, antes das obras, para onde esperam voltar. Contudo, trata-se apenas de um espaço para&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SmBi1EiX7UI/AAAAAAAAADQ/E9vTnqR3KXk/s1600-h/DSC01375.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359392220461395266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SmBi1EiX7UI/AAAAAAAAADQ/E9vTnqR3KXk/s320/DSC01375.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; ensaio, sem condições para reuniões nem lugar para o imenso e rico espólio do grupo, composto por trajes antigos (alguns com mais de 100 anos!) peças de arte, gravações, fotografias, recordações de festivais, prémios… É que apesar dos 51 anos de vida, os Fazendeiros não têm sede, o que muito os entristece. Esse desejo não se realizou aquando do seu quinquagésimo aniversário. Por enquanto, e como sempre até agora, os trajes e demais peças são guardados em casa de elementos do grupo, apertados e escondidos dos olhares dos montemorenses, por quem mereciam estar expostos e bem conservados. Aguardam a resposta da CMMN à proposta que apresentaram em Fevereiro para a criação de um Núcleo Museológico e respectiva sede. Estamos a torcer para que o pedido seja finalmente atendido! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Associação sem fins lucrativos, o Rancho vive de patrocínios e dos subsídios da Câmara Municipal, Juntas de Freguesia e Inatel, mantendo também actualmente um protocolo de cooperação com a CMMN que lhes presta apoios diversos em troca de actividades do Rancho descentralizadas, i.e., espectáculos ou outras actividades realizados não só na cidade de Montemor, como nas aldeias do Concelho ou, mesmo, noutros concelhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359395518389613074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SmBl1CRu8hI/AAAAAAAAAEA/hlugMHeze4U/s320/DSC01283.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os próprios elementos, uma actuação não tem nada a ver com um espectáculo: quando sai perfeito, é o melhor que pode acontecer! Num ano o grupo chega a fazer 12 a 15 saídas, que o mesmo é dizer participar em espectáculos e feiras por todo o país, algumas que exigem muitas e cansativas horas de viagem. O ritmo é acelerado: vão, jantam, actuam e voltam no mesmo dia! Os convites são inúmeros! Tantas vezes as férias de Verão são passadas em Festivais! Cabe à Direcção seleccionar os melhores Festivais e recusar outros, algo que os Fazendeiros têm o privilégio de poder fazer, por serem tão conhecidos e reconhecidos no panorama nacional. Normalmente o plano de “saídas” é feito entre Outubro e Dezembro, mas neste momento já estão a aceitar convites para o ano que vem e mais adiante!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Montemor, é certo, todos os anos, a actuação na Feira da Luz e o Festival de Folclore, organizado pelo Rancho, que aqui recebe outros Ranchos convidados. Este ano, o Festival decorreu no Curvo Semedo, no passado dia 14 de Março, perante um público atento numa sala a abarrotar, que aguardou até ao fim para cantar com os Fazendeiros o “Ó Chico, ó Chico”, tema que na cidade natal jamais pode faltar! A alegria e satisfação de todos, público e Fazendeiros, era notória, impossível não sair a sorrir… e a cantarolar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De dois em dois anos o grupo vai ao estrangeiro a Festivais Internacionais. É o próprio Rancho que paga as viagens de todos os elementos, sendo que depois, por lá, é o rancho anfitrião que trata da dormida e alimentação. Perguntar sobre estas viagens é querer ver um brilhozinho nos olhos: adoram pelo convívio, pela experiência, pelos povos e culturas que conhecem, de uma perspectiva que nunca abordariam se fossem só como turistas. O Folclore é bastante diferente de país para país! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SmBlUL9sAEI/AAAAAAAAAD4/cw4_mUD9tyo/s1600-h/DSC01341.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359394954054205506" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SmBlUL9sAEI/AAAAAAAAAD4/cw4_mUD9tyo/s320/DSC01341.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Nos anos que não vão para fora, organizam por cá o Festival Internacional de Folclore – Amostra Internacional -, que este ano já está de data marcada para 4 a 10 de Agosto! A Comissão Organizadora da Amostra Internacional, que conta com cerca de 25 elementos, está empenhada, para que este ano se repita o sucesso dos Festivais anteriores, que têm trazido muito público e críticas positivas! Tudo tem que ser pensado ao pormenor para que nada falte aos grupos convidados nem haja falhas nas actuações! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Corre-se muito, de um lado para o outro, gasta-se o tempo, desconta-se na família, exige, cansa, desgasta mas é apaixonante. O pior é mesmo a sensação de não conseguir fazer tudo o que se planeia, não chegar a todo o lado. A boa disposição e a amizade são características que se notam ao primeiro contacto. A galhofa também faz parte e quando é preciso arregaçar as mangas lá estão os mesmos de sempre, e mais aqueles que vierem para ajudar. A experiência já vai longa e as histórias, de tantas que são, já nem se conseguem contar, vivem-se e recordam-se. O público traz um carinho especial. Há quem os procure para os ver actuar, há quem envie cartas a agradecer um espectáculo, há até os que se dizem fãs. Mas isso não se explica, não se escreve, não se nota. Apenas acontece. Como uma dança compassada ao som de um acordeão. Porque ser Fazendeiro é mais que um vício, é um “estado de espírito”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Abril / 2009&lt;br /&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-7582947607561151746?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/7582947607561151746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/07/rancho-folclorico-fazendeiros-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/7582947607561151746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/7582947607561151746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/07/rancho-folclorico-fazendeiros-de.html' title='Rancho Folclórico Fazendeiros de Montemor-o-Novo'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SmBhiC-IujI/AAAAAAAAACw/HKuZ14D2vLU/s72-c/DSC01282.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-4988294506126518667</id><published>2009-06-01T23:00:00.006+01:00</published><updated>2009-06-01T23:11:22.773+01:00</updated><title type='text'>Um trabalho que acabou em Espectáculo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O desafio partiu de onde menos se esperava. De uma aula de Educação Física. O objectivo era simples: relacionar problemas sociais com desporto para crianças e jovens. A turma dividiu-se em grupos e tudo o que se pediu foi criatividade e vontade. Algo que pode parecer maçador quando visto da perspectiva de adolescentes entre os 16 e 17 anos. Trabalho que relacione comunidade e desporto? Boa… Mas, então, o quê??!!? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;[Em Montemor há de tudo e faz-se de tudo! Refiro-me, claro, à vida artística, cultural, desportiva e social da cidade. Perde-se a conta às Associações e grupos que se dedicam a essas actividades, a maior parte com visível sucesso! Talvez não pareça, porque de tanto olharmos para os mesmos sítios e pessoas, acabam por nos passar ao lado uma mão cheia de eventos, como se tudo o que por aqui se passasse fosse igual ao já acontecido. Mas não é. É preciso ter mais calma, olhar com atenção e não partir logo com espírito crítico. E o ditado aqui não soa inócuo, porque é verdadeiro: Só damos valor ao que temos depois de deixarmos de ter. Que se dê valor enquanto por cá vivermos! Por isso que não se diga que não há nada para fazer. Podemos ter preguiça, ser alheios ou desinteressados, não gostar das propostas ou do modo como se faz, mas, verdade seja dita, por aqui faz-se muita coisa. Em Montemor, para Montemor e por Montemorenses. São essas realidades que me proponho descobrir e partilhar convosco, nesta página de jornal. As histórias e os feitos de quem faz por gosto, por verdadeiro amor à camisola, sem pedir nada em troca, apenas o prazer de participar e de crescer pessoalmente através das experiências proporcionadas.&lt;br /&gt;Mas porquê esta explicação ao fim de duas reportagens? Bom, é que desta vez, ao contrário do que tinha planeado, vou desviar-me um pouco da rota das Associações, para contar uma história de miúdos armados em graúdos que me despertou o interesse. Um verdadeiro exemplo de como de uma ideia nascem acções e do improvável nasce o possível.]&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SiRQOOgvU9I/AAAAAAAAACI/j_B-IGBEPyg/s1600-h/P3090442.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342483263312057298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SiRQOOgvU9I/AAAAAAAAACI/j_B-IGBEPyg/s320/P3090442.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A ideia surgiu ainda no primeiro período lectivo, pouco depois do desafio lançado pelo Professor de Educação Física. Parecia um pouco louca e trabalhosa, mas o entusiasmo fê-las decidir pela sua concretização. Falo da Marta Mira, da Lucy Elizeu, da Cátia Mantas, da&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SiRP9ejZLbI/AAAAAAAAACA/2bpEvm-pixY/s1600-h/P3090442.JPG"&gt;&lt;/a&gt; Paula Teixeira e da Carina Mariano, alunas do 11.º C da Escola Secundária de Montemor-o-Novo, que assim embarcaram numa experiência diferente: a organização de um espectáculo para angariação de fundos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo estava em aberto e o facto de serem as verdadeiras “donas do projecto”, deu-lhes toda a liberdade acompanhada de toda a responsabilidade. Organizaram tudo por conta própria, que o mesmo é dizer, sem a mãozinha de qualquer adulto, e com isso aprenderam que não basta ter ideias e lançá-las. É que as ideias não vêem com asas, é preciso dar balanço e empurrar. E isso exige esforço, provoca cansaço, ocupa tempo e pode gerar discussões, confusões e outras que tais. Mas já dizia Séneca: “não é por as coisas serem difíceis que não tentamos, é por não tentarmos que são difíceis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabiam que queriam fazer uma angariação de fundos e que tinham que ligar problemas sociais a jovens e desporto. Por isso pensaram que o melhor seria premiar uma associação ou instituição que se ocupasse dos problemas sociais dos jovens através da realização de actividades que os envolvessem, de entre as quais estaria o desporto. Os critérios revelaram-se apertados, por isso não foi possível a escolha de uma instituição montemorense. O campo de hipóteses alargou-se e a instituição escolhida acabou por ser o Centro de Jovens da Cruz da Picada, que faz parte da ADBES – Associação para o Desenvolvimento e Bem Estar Social da Cruz da Picada, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), não governamental, sem fins lucrativos e de Utilidade Pública, que tem a sua sede no Bairro Cruz da Picada, na Freguesia da Malagueira, Zona Oeste da cidade de Évora. O Centro de Jovens Cruz da Picada foi criado no âmbito do Projecto Integrado da Cruz da Picada – II Programa Europeu Luta Contra a Pobreza - e inaugurado a 4 de Dezembro de 1989. Tem como objectivos ocupar os tempos livres dos jovens entre os 13 e os 30 anos através de actividades de animação sócio-cultural, desenvolvendo diversas acções de educação informal, informação, formação e apoio social de forma a evitar comportamentos desviantes nos jovens e a proporcionar actividades de ocupação de tempos livres. Os membros do Centro ficaram surpresos com a proposta, e como é óbvio aderiram ao projecto com entusiasmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começava agora toda a organização. A princípio os contactos: Câmara Municipal, músicos, bailarinos, cantores, apresentadores, staff. Depois o pedido dos patrocínios que colocariam no cartaz. Com um pouco dali e outro daqui ainda conseguiram juntar uns bons trocados. Distribuíram os cartazes no centro da cidade e enviaram convites a associações, aos professores, aos amigos. Na montagem&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SiRQpsCvbBI/AAAAAAAAACQ/TazfyltIifc/s1600-h/DSC01025.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342483735095766034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SiRQpsCvbBI/AAAAAAAAACQ/TazfyltIifc/s320/DSC01025.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; do espectáculo revelou-se fundamental o apoio do Centro Juvenil de Montemor-o-Novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espectáculo realizou-se no passado dia 22 de Fevereiro, Domingo de Carnaval, pelas 15h no Curvo Semedo. A entrada tinha um valor simbólico: apenas €1! A sala estava quase cheia! No bar, na entrada, por detrás do pano, valeu a ajuda dos colegas! No palco, duas simpáticas raparigas apresentavam os vários artistas amadores de Montemor e Vendas-Novas, de todas as idades, que presentearam o público com os seus dotes. Impulsive Team (grupo de dança), Sevilhanas (Escola de Ballet de Montemor-o-Novo); Krashers Crew (grupo de dança: breakdance); Break Kids (grupo de dança); Danças de Salão (da Sociedade Recreativa Carlista); Escola de Música Ensable; Trilho (grupo musical); 100 Fow: Pirralho, Guerreiro e Drax (cantores de rap). Uma excelente oportunidade de mostrarem a sua arte e o seu trabalho, ao mesmo tempo que contribuíam para uma boa causa!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O espírito era de boa disposição e de algum improviso. Nem tudo saiu como previsto, como nem podia deixar de ser! A montagem de um espectáculo tem m&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SiRRYUylKBI/AAAAAAAAACo/knr1XVrp5C8/s1600-h/DSC01037.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342484536307820562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SiRRYUylKBI/AAAAAAAAACo/knr1XVrp5C8/s320/DSC01037.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uito que se lhe diga, exige o ensaio e controlo de muitos pormenores que de início parecem insignificantes, mesmo que feito numa onda descontraída. Afinal, tudo está bem quando acaba bem e assim foi. No discurso de agradecimento dos responsáveis pelo Centro de Jovens da Cruz da Picada sentiu-se alguma comoção e as “donas do projecto” sentiram que tinham conseguido, ainda que, segundo as próprias, muito poderia ser melhorado. Nada como a experiência…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho ainda não terminou. O espectáculo rendeu cerca de €600,00 que vão agora servir para comprar material desportivo. Esse material vai depois ser entregue, pessoalmente, ao Centro de Jovens. E claro, falta entregar o trabalho ao professor, que tem que estar documentado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SiRRM4OBsbI/AAAAAAAAACg/ItqmcovRpQI/s1600-h/DSC01024.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342484339659747762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SiRRM4OBsbI/AAAAAAAAACg/ItqmcovRpQI/s320/DSC01024.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma história simples e simpática, que não é simplesmente uma história. É também exemplo, é motivo de orgulho, provocou sorrisos, uniu pessoas, resultou. Protagonizada por quem ainda agora começou a ter consciência de cidadania. Prova de que é possível fazer, é possível tocar positivamente outras vidas, é possível construir e deixar melhor. Mas há que arriscar, esquecer preconceitos e ver além do próprio umbigo, que “quando a gente muda o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo na mudança da mente” – Gabriel o Pensador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Obrigado António, por teres insistido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Março / 2009&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-4988294506126518667?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/4988294506126518667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/06/um-trabalho-que-acabou-em-espectaculo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/4988294506126518667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/4988294506126518667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/06/um-trabalho-que-acabou-em-espectaculo.html' title='Um trabalho que acabou em Espectáculo'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/SiRQOOgvU9I/AAAAAAAAACI/j_B-IGBEPyg/s72-c/P3090442.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-1015863199436779315</id><published>2009-05-21T00:48:00.000+01:00</published><updated>2009-05-21T00:57:16.331+01:00</updated><title type='text'>Centro Hípico Dom Duarte: Escola de Equitação de Montemor-o-Novo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Obriguei-me a sair cedo da cama num sábado de manhã, em Janeiro, quando o frio faz gelar o nariz e nos deixa com a pele vermelha. O sol andava escondido entre as nuvens cinzentas, pesadas, grandes, ameaçadoras de chuva, num equilíbrio que atrasou por umas horas um temporal. Não levava expectativas, apenas sono e alguma preguiça, ainda assim mais fracas que a vontade de conhecer. “Será que num dia como o de hoje vou encontrar alguém?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei. Frescos, simpáticos, bem-dispostos, muito bem acompanhados. Todos! Alunos, cavalos e instrutor. Chuva? Qual chuva? Frio? Não, nada disso. Prazer! Sim, prazer, prazer de ensinar, prazer em montar, prazer em estar ali. E sim, também uma boa dose de paixão! Paixão por cavalos! E aqui não há forma de fingir ou não levar a sério. A equitação é daqueles desportos que exige dedicação a 100%, a começar pela relação com os cavalos. Um bom cavaleiro é antes de mais o melhor amigo do cavalo, aquele que cuida, aquele que despende do seu tempo para se dedicar ao animal, para o tratar, acarinhar, deixar bonito. Montar é uma etapa que vem depois…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338057936036669570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShSXaRvrqII/AAAAAAAAABo/9JMA79WoCFw/s320/DSC00856.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Senti-me envergonhada por sentir frio, por ir com cara de ensonada. Por ali, esses aspectos são meros pormenores. É sábado de manhã, é dia de aula de equitação! Que mais importa? Por isso, deixei-me levar nessa onda e aproveitei para ficar como espectadora. Os exercícios seguiam à voz do instrutor, certos, coordenados, numa sequência lógica e crescente. Cerca de dez cavalos trotavam compassadamente em fila, guardando a distância devida uns dos outros. Mudança de direcção, mudança de mão, costas direitas, confiança, segurança nas rédeas, uma festa no cavalo se se portou bem. Às vezes uma repreensão: o cavaleiro que não seguiu na direcção certa, as rédeas que foram puxadas demais, a distância que não foi mantida. Os mais extrovertidos desculpam-se com o cavalo, que hoje não está nos seus dias. A aula segue para a pista de ensino. Agora as ordens são dadas através de letras que estão marcadas na pista, juntamente com a indicação do tipo de marcha. A concentração é importante, o controlo do cavalo essencial. Aspectos sempre a melhorar, tudo se treina, tudo se aprende, ainda que o “jeito” e o perfil pessoal do cavaleiro contem bastante. Os mais novos, mais tímidos e ainda algo inseguros, seguem muito atentos, os mais velhos, mais à vontade e destemidos, já brincam e se for preciso repreendem o cavalo. Seja como for, as regras nunca são esquecidas. As ordens do instrutor são sempre acatadas e ninguém monta ou desmonta sem pedir licença. O respeito e o rigor sentem-se logo ao início e ainda que o espírito seja familiar e descontraído, não se abdica desse trato formal, que também faz parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escola de Equitação de Montemor-o-Novo foi criada em 1983, tendo conquistado ao longo destes anos prestígio a nível da arte equestre nacional. Inicialmente criada com o apoio da GNR, veio mais tarde a ter o apoio da Câmara Municipal e do Grupo de Amigos de Montemor. Em 2003 foi autonomizada como “associação sem fins lucrativos”, tomando o nome de “Centro Hípico Dom Duarte”. A escola encontra-se em instalações provisórias desde 1992, em terrenos da Câmara Municipal, que, apesar de uma boa pista de saltos, não têm condições de ensino e manutenção dos cavalos. O picadeiro é a céu aberto e as cavalariças são pequenas, construídas em chapa e escuras. Há já alguns anos que estão prometidas obras, para construir novas cavalariças e um picadeiro coberto, existindo já um projecto. Resta aguardar, não perder a esperança e manter a vontade de montar faça chuva ou faça sol.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShSXoLn113I/AAAAAAAAABw/ASU9n0Ht6Ho/s1600-h/CentroH%C3%ADp...JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338058174911338354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShSXoLn113I/AAAAAAAAABw/ASU9n0Ht6Ho/s320/CentroH%C3%ADp...JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Actualmente a escola tem cerca de 20 alunos e conta com o empenho e dedicação dos instrutores Cabo Chefe José Borges e Ana Marta Seixas. O Centro tem a seu cargo 14 cavalos, que são na sua maioria de particulares (alguns dos alunos). No tratamento e alimentação dos cavalos, bem como na limpeza das cavalariças, ajudam alguns utentes da Cercimor e da Associação 29 de Abril, sendo que um grupo de utentes desta Associação tem também aulas de equitação! Com poucos recursos e dependendo principalmente da dedicação do Chefe Cabo Borges, a escola governa-se financeiramente com um patrocínio e com as mensalidades para os cavalos e dos alunos, sendo por isso preciosa a ajuda dos pais, interessados e colaborantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aulas de equitação são às quartas-feiras à tarde e aos sábados de manhã. A partir dos 8 anos pode começar-se a aprender a montar e na escola há alunos com essa idade. No princípio aprende-se a lidar com o cavalo, a aparelha-lo, a limpá-lo e só depois se começa a montar, aos poucos, devagarinho e a passo, para ganhar confiança. Depois, já mais para a frente, dependendo da idade e da atitude mais ou menos destemida do cavaleiro, começa-se com os saltos de obstáculos, disciplina para a qual a escola está vocacionada. Para sermos mais rigorosos, começa-se pelo “Volteio”, seguindo-se depois para a “Cela 1”, “Cela 2”, “Cela 3” e “Cela 4”. Neste último nível ou etapa, o cavaleiro pode preparar-se para o exame de “Cela 4” da Federação Equestre Portuguesa com o objectivo de se tornar cavaleiro federado. Para ser bem sucedido o cavaleiro tem que efectuar uma prova escrita, uma prova de ensino, uma prova de saltos e uma prova de limpeza do cavalo. É um exame exigente, rigoroso, para o qual é preciso muito treino. Em Montemor existem vários cavaleiros federados e muitos que o desejam ser, desde os que estão já a treinar para isso até aos mais pequenos, que vêem nos mais velhos exemplo, sem querer ficar atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro Hípico dedica-se à disciplina de saltos de obstáculos, promovendo dois concursos anuais de saltos de categoria C, um em Julho e outro em Setembro, este realizado em colaboração com a Câmara Municipal&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShSX4S1oYGI/AAAAAAAAAB4/kjfIidK93aA/s1600-h/CentroH%C3%ADp..2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338058451726131298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShSX4S1oYGI/AAAAAAAAAB4/kjfIidK93aA/s320/CentroH%C3%ADp..2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; durante a Feira da Luz. Os concursos são motivo de orgulho: desde o acolhimento do público, aos cavaleiros conceituados que se trazem a Montemor, passando pela oportunidade dos nossos cavaleiros competirem em casa até à verdadeira festa que são! Fica na sombra todo o esforço de organização, como em qualquer evento deste gabarito. São necessários os juízes de pista, a assistência médica, a assistência veterinária, o júri do terreno e, claro, o director! Não se podem esquecer os anúncios, os patrocínios, o regulamento, as inscrições e também o apoio da Câmara Municipal. Os deste ano já estão agendados: 11 e 12 de Julho e 5 e 6 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho é bastante, não só nos concursos, mas ao longo de todo o ano. Mas acima de tudo é preciso verdadeira paixão e essa sente-se, desde logo. As histórias são muitas e os alunos que por aqui passaram deixaram marca e saudade. Ficam as recordações, as partidas dos cavaleiros ainda gaiatos, as lembranças dos festivais e concursos, das viagens pelo país fora para saltar, os muitos louvores, os diplomas, as taças. O sorriso bem disposto de quem limpa os estribos num compasso brincalhão e a imagem do Cabo Chefe Borges, personalidade indissociável da equitação em Montemor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos um muito obrigado enorme! Não levava expectativas, mas trouxe um saco cheio de novos conhecimentos e boa disposição, muito mais do que podia imaginar. Talvez um dia me aventure a montar e nessa altura saberei a que porta bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instrutores &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShSXLpVsd1I/AAAAAAAAABg/3cZR8AxuOew/s1600-h/DSC00895.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338057684672083794" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShSXLpVsd1I/AAAAAAAAABg/3cZR8AxuOew/s320/DSC00895.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cabo Chefe Borges&lt;br /&gt;Ana Marta Seixas Fialho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alunos&lt;br /&gt;Paulo Serrano&lt;br /&gt;Cláudia Vieira&lt;br /&gt;João Conceição&lt;br /&gt;João Salgueiro&lt;br /&gt;Margarida Padeira Nunes&lt;br /&gt;Osvaldo Pinto&lt;br /&gt;Manuel Comenda&lt;br /&gt;Carlos Castanheira&lt;br /&gt;Flaminio Prates&lt;br /&gt;João Nunes&lt;br /&gt;Miguel Brejo&lt;br /&gt;Nuno Pedreirinha&lt;br /&gt;Beatriz Potes&lt;br /&gt;João Moreira&lt;br /&gt;João Comenda&lt;br /&gt;João Abreu&lt;br /&gt;João Borda D’Água&lt;br /&gt;Leandro Sousa&lt;br /&gt;Júlia Lindemann&lt;br /&gt;Luísa Lindemann&lt;br /&gt;Margarida Marques de Sousa&lt;br /&gt;Paulo Calçada&lt;br /&gt;Sara Santos&lt;br /&gt;Vanessa Pereira&lt;br /&gt;Ana Alice Pinto&lt;br /&gt;Rita Borges&lt;br /&gt;Tiago Borges&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fevereiro / 2009&lt;br /&gt;Catarina Pinto Xavier&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-1015863199436779315?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/1015863199436779315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/05/centro-hipico-dom-duarte-escola-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1015863199436779315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/1015863199436779315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/05/centro-hipico-dom-duarte-escola-de.html' title='Centro Hípico Dom Duarte: Escola de Equitação de Montemor-o-Novo'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShSXaRvrqII/AAAAAAAAABo/9JMA79WoCFw/s72-c/DSC00856.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5589413912232772837.post-5845577832065621707</id><published>2009-04-21T11:03:00.000+01:00</published><updated>2009-05-20T00:51:46.241+01:00</updated><title type='text'>Coral de São Domingos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era uma daquelas tardes frias de Novembro, em que o sol aparece apenas para nos enganar. Sabia aonde ia, mas ainda não sabia o que ia encontrar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei em pezinhos de lã e sentei-me no banco da frente, na esperança de não ser notada, ou de, pelo menos, não atrapalhar. Depressa detectaram o intruso, mas ainda que os olhos se desviassem e as caras fossem de curiosidade, a voz não estremeceu nem a letra vacilou. Deixei-me ficar e comecei a ouvir. Por momentos apeteceu-me fechar os olhos, deixar-me levar, esquecer o frio… Mas o Maestro não deixou. Afinal ainda não estavam no tom, ainda não tinham chegado àquela nota, as palavras não estavam abertas. Não interessa o motivo, ali era o lugar e a altura para as interrupções, para as correcções necessárias, para tantas repetições, quantas as que fossem precisas para a peça estar perfeita (ou quase). As caras são bem-dispostas, apesar do frio e dos casacos compridos. E os sorrisos aparecem sempre que o Maestro explica o que quer em tom de brincadeira ou com a ironia que o caracteriza, se necessário dando a nota no piano para mostrar a musica que a voz deve criar. O ambiente é acolhedor, de grupo de amigos, de quem está por gosto e tem orgulho no que faz. Acima de tudo, une-os a música: a paixão de cantar. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337683228041494786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShNCnZr5QQI/AAAAAAAAAA4/OdqHMWX4pUk/s320/Imagem_015.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O Coral de São Domingos foi criado em 1987 em Montemor-o-Novo por João Luís Nabo, Maestro do grupo desde então. Com 22 anos de idade, o Coral conta com um curriculum invejável. Em Abril de 1995, participou no “31ères Rencontres Chorales Internationales de Montreux” (Suiça), um dos mais prestigiados e aplaudidos concursos de música coral a nível europeu e mundial. Recebeu em Montemor corais vindos da Bélgica, Itália, Espanha, Bulgária, Madeira, Polónia e Suécia. Gravou, a convite da Editora Strauss,S.A., de Lisboa, “Da Pacem Domine” (1996), “Mare Fatum Est” (1998) e “Viagens” (2001). Fez várias digressões: Bélgica (1992); Itália (1993); Espanha (1993, 1994, 1996, 1998 1999 e 2000) França (1996); Bulgária (1998); Madeira (1999); Polónia (2000) e Suécia (2001). Participou em programas de Rádio e Televisão: RDP Internacional (1992); Concerto de Natal, transmitido em directo, pela RDP 1 e RDP Internacional, a partir da Igreja da Misericórdia, em Montemor-o-Novo (1996); Programa “Natal dos Hospitais”, na RTP Canal 1 (1992 e 1996); Participação em directo no Programa Praça da Alegria, da RTP1 (1996), No “Jardim das Estrelas”- RTP (1999) e no “Amigo Público” RTP (2000). Em 27 de Setembro de 2000, foi declarado Instituição de Utilidade Pública por despacho do Primeiro-Ministro português. E por aí adiante… Estes e outros feitos, notícias e fotografias, assim como programas de futuras actividades podem ser facilmente encontrados no site do Coral–&lt;a href="http://www.coralsaodomingos.com/" target="_blank"&gt;http://www.coralsaodomingos.com/&lt;/a&gt;–ou no seu blog &lt;a href="http://coralsaodomingos.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://coralsaodomingos.blogspot.com/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem já teve a oportunidade de os ouvir cantar, não saberá muito do que se faz antes de subirem ao palco, por assim dizer, e os que ainda não fizeram por ter essa oportunidade, não sabem o que estão a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo é composto, actualmente, por 41 elementos, todos montemorenses. Ao longo dos anos muitos foram aqueles que integraram o grupo, num total de 50 ex-cantores. É um coral sem idade ou para todas as idades: há elementos que estão desde o início, outros que entraram há pouco tempo, os que já têm histórias de vida, outros que começaram só agora a criá-las. As gerações cruzam-se e isso é um motivo de espanto. Normalmente (para leigos) associam-se os corais a algo clássico, mais tradicional ou solene, em que participam pessoas mais velhas. Mas não é pela idade que o rigor se perde ou a pompa desaparece na hora do espectáculo. A idade não faz parte deste quadro. O espírito de quem lá está faz tudo e o demais são preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando decifrar os conceitos, aqui ensaiam-se e cantam-se peças, cujas letras se inspiram na liturgia católica. O Maestro escolhe as que o Coral vai trabalhar e é ele que define a melhor forma de o fazer. Nem todas as peças vão para o reportório. Às vezes, aquilo que o Maestro imaginou não está resultar e então “vai para a gaveta”. Não vale a pena insistir. Se não gostarem todos, não fu&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShNFGim0JjI/AAAAAAAAABI/p38XnAs-Q4k/s1600-h/Enc%5B1%5D._Coros_Cid._011_P._Canas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337685962035308082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShNFGim0JjI/AAAAAAAAABI/p38XnAs-Q4k/s320/Enc%5B1%5D._Coros_Cid._011_P._Canas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nciona. Mas nem por isso o tempo foi perdido, criaram-se outras dinâmicas vocais, encontrou-se um ritmo, melhorou-se a projecção vocal. E se há peças que não são acabadas, há outras que ficam no “top” durante anos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público logo se apercebe que tudo tem a sua regra e o seu lugar. Nos espectáculos, o Coral aparece trajado a rigor e disposto de determinada forma. A grande divisão faz-se entre homens e mulheres e tudo tem a ver com os timbres. Aqueles que têm um timbre agudo ficam à esquerda do Maestro, os de timbre grave à direita. Dentro do grupo das vozes femininas, existem os sopranos (timbre agudo) e os contraltos (timbre grave). No conjunto das vozes masculinas, há os tenores (timbre agudo) e os baixos (timbre grave). Para os mais distraídos, aquilo que o Maestro faz com os braços chama-se géstica e é através dela que se dirige um coral. É o Maestro que “indica o caminho”. Por isso, não basta saber cantar, como se diz na gíria, há que ter bom ouvido, ser afinado, integrar-se no conjunto, ser paciente, e se souber ler pautas musicais, melhor! E não se pense que qualquer um o pode fazer. A maior parte dos elementos que compõem o grupo foram convidados, porque se sabia dos seus dotes. Outros houve que pediram para entrar. Seja como for, para serem cantores, todos tiveram que fazer o teste de voz, e já houve quem chumbasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reportório é normalmente montado nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março e, depois, em Setembro e Outubro. Montar uma peça não é fácil, demora e exige dedicação. É costume ensaiarem-se 3 peças ao mesmo tempo: uma sacra, uma popular e outra cujas características a colocam numa posição intermédia. Por isso, com ou sem concertos na agenda, há ensaios durante todo o ano, três vezes por semana: um ensaio só com as mulheres, um só com os homens e outro em que se juntam os dois grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, os melhores momentos: os concertos! Quando há contacto com o público, quando se apresenta o trabalho final. Quando, através dos olhares, se percebe que o público está a gostar, e aí se encontra o sinal de que tudo valeu a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em média, o Coral faz um concerto por mês. E tudo é ensaiado. A forma como se entra, como estão dispostos, o som… Num dia de espectáculo não fazem um concerto, mas dois. O ensaio geral é no local onde vão actuar, um ensaio adaptado ao espaço. Só assim podem experimentar a acústica, perceber se a voz é ouvida de forma igual, se as paredes que agora os circundam ecoam de maneira diferente, para que não haja surpresas. E, mesmo assim, não há escapatória a uma peripécia ou outra. Por norma, dispensam os microfones, que tendem a falsear o som do conjunto. E principalmente desfrutam e divertem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente-se a amizade e o companheirismo, a causa comum. Os conflitos também os há, como em todos os grupos, mas no final das contas, nem merecem lugar no rodapé. Cada um tem as suas histórias, as suas recordações, o tempo roubado à família, as ginásticas de calendário para estar o mais presente possível. Tarefa ingrata e impossível seria contar aqui as histórias que comigo partilharam, difíceis de escolher no meio de tantas. Fica aquela em que cantaram debaixo da Torre Eiffel, em Paris e ficaram com 15 francos no boné. Ou aquela em que cantaram dentro do Mar Negro, na costa da Bulgária, corpos meio submersos e uma paisagem sem descrição. Ou em Berlim, na mesma avenida em que desfilaram as tropas de Hitler, uma peça da autoria do comunista Lopes Graça. Pormenores que não se contam, só se vivem, com toda aquela emoção que uma melodia cantada em co&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShNFSpb1OTI/AAAAAAAAABQ/72rubStqbP8/s1600-h/Cantares_ao_Menino_02.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337686170026719538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShNFSpb1OTI/AAAAAAAAABQ/72rubStqbP8/s320/Cantares_ao_Menino_02.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;njunto pode trazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado dia 20 de Dezembro ofereceram pela sétima vez música e poesia às ruas da cidade, através da iniciativa “Cantares ao Menino”. O frio não demoveu os muitos que os acompanharam na hora e meia que passou a voar. Com um cenário natalício, o evento terminou ao som de “Noite Feliz” numa Igreja da Matriz repleta de gente.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShNEZYcqfUI/AAAAAAAAABA/Az547MUieEQ/s1600-h/Cantares_ao_Menino_02.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não faltarão oportunidades para os ouvir. O programa do Coral de São Domingos é sempre cheio, e mesmo quando não há espectáculos, podemos sempre encontrá-los na sede MúsicaaoLargo, no Largo de São João de Deus, n.º 19, normalmente aos Sábados, onde nos presenteiam com programas variados que incluem música, declamação de poesia, livros, bolinhos e cacau quente, num ambiente surpreendentemente acolhedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um agradecimento muito especial aos protagonistas desta reportagem e que nunca deixem de cantar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOPRANOS: TENORES: &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShNFly8zK0I/AAAAAAAAABY/Y8Emr8kDrCQ/s1600-h/DSCF0492.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337686498998430530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShNFly8zK0I/AAAAAAAAABY/Y8Emr8kDrCQ/s320/DSCF0492.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rosa Ceroula António Serôdio&lt;br /&gt;Rosa Pereira Manuel Carapinha&lt;br /&gt;Isabel Estróia Filipe Fernandes&lt;br /&gt;Cristina Freitas António Simões&lt;br /&gt;Idália Quadrado Luís Mário Pinto&lt;br /&gt;Maria Valério Romeiras Armindo Guedes&lt;br /&gt;Ana Isabel Casadinho Filipe Galego&lt;br /&gt;Maria Galego Carlos Ceroula&lt;br /&gt;Tânia Grafino João Miguel Nabo&lt;br /&gt;Vera Guita&lt;br /&gt;Sónia Samina&lt;br /&gt;Palmira Catarro&lt;br /&gt;Susana Rito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contraltos: Baixos:&lt;br /&gt;Adelaide Rabaça Vítor Guita&lt;br /&gt;Helena Mascarenhas Nelson Santos&lt;br /&gt;Sira Camacho Fernando Canas&lt;br /&gt;Helena Rito Carlos Carpetudo&lt;br /&gt;Emília Guita Álvaro Mascarenhas&lt;br /&gt;Maria José Risso Jorge Saiote&lt;br /&gt;Fátima Casa Branca Bernardino Samina&lt;br /&gt;Susana Bastos Francisco Catarro&lt;br /&gt;Antónia Serôdio João Marques&lt;br /&gt;Inês Isabel Coelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maestro: João Luís Nabo&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5589413912232772837-5845577832065621707?l=reportagensemmontemor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/feeds/5845577832065621707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/04/coral-de-sao-domingos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/5845577832065621707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5589413912232772837/posts/default/5845577832065621707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reportagensemmontemor.blogspot.com/2009/04/coral-de-sao-domingos.html' title='Coral de São Domingos'/><author><name>Catarina Pinto Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12388626031369489521</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-FLmgda2qjF4/TaQLOiMuPEI/AAAAAAAAAg0/7m9wsE007lw/s220/DSC02259.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JHIxpK0edQo/ShNCnZr5QQI/AAAAAAAAAA4/OdqHMWX4pUk/s72-c/Imagem_015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
